Mulher é presa por matar marido a facadas em Itaquaquecetuba

Segundo ela, companheiro ameaçava matar a mãe e irmã ao falar de separação e praticava violência psicológica e sexual

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21 JAN 2021Por Gazeta de S. Paulo17h40
Mulher foi presa em flagrante na rua Nossa Senhora da AparecidaFoto: Reprodução/Google Street View

Na madrugada da última quarta-feira, uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante por matar o companheiro usando uma faca e um martelo. O crime aconteceu na rua Nossa Senhora da Aparecida, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O caso é investigado.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher disse à polícia que tinha um relacionamento de união estável há 23 anos com Cristiano Oliveira dos Santos, de 42 anos, e queria se separar dele, mas o companheiro não aceitava.

De acordo com ela, o homem ameaçava matar sua mãe e irmã e praticava violência psicológica e sexual frequentemente. Uma das ameaças foi feita com fogo na madrugada em que ocorreu o crime.

O casal discutiu de novo e ele ameaçou matar a família dela. Em seguida, a obrigou a ter relações sexuais sem o seu consentimento e preservativo, de forma muito agressiva. Após a relação, a mulher disse que escondeu uma faca e um martelo embaixo de um colchão na sala da casa e, quando o companheiro deitou e se distraiu com o celular, ela o golpeou com o martelo na cabeça e depois deu várias facadas.

Os policiais foram acionados pela filha do casal e, ao chegarem no local, encontraram o homem deitado na sala, coberto com um lençol com sangue.

O relacionamento dos pais era abusivo, de acordo com depoimento da filha do casal para o “R7”. Segundo a filha, ela presenciou diversas vezes o pai praticando terror psicológico contra a mãe, que era mantida em casa, mas que nunca viu uma agressão física.

Na delegacia, a suspeita disse que não foi agredida no dia do crime, mas que foi abusada sexualmente. Nos exames feitos no IML (Instituto Médico Legal) não foram encontrados sinais de violência sexual.

A mulher foi presa em flagrante e o caso foi registrado como homicídio na Delegacia Central de Itaquaquecetuba.