Mulher é presa por manter clínica clandestina de idosos com lixo e fossa aberta

Ação conjunta em Itariri flagra quatro idosos vivendo em condições subumanas em casa em construção

Quatro idosos foram encontrados em situação de vulnerabilidade durante fiscalização em uma clínica clandestina no bairro Laranja Azeda, em Itariri/SP/Polícia Civil

Uma ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária de Itariri resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 57 anos suspeita de manter uma clínica clandestina para idosos em condições consideradas insalubres no bairro Laranja Azeda, no interior do município.

A operação ocorreu na manhã de quarta-feira (20), após a Vigilância Sanitária receber denúncias sobre possíveis maus-tratos contra idosos que estariam vivendo no local. Segundo a Polícia Civil, equipes da Polícia Militar foram acionadas para prestar apoio durante a fiscalização.

No imóvel, situado na região da Estrada da Laranja Azeda, foram encontrados quatro idosos. De acordo com os agentes, a residência ainda estava em construção e apresentava condições inadequadas para abrigar moradores.

Durante a vistoria, fiscais da Vigilância Sanitária constataram diversas irregularidades e sinais de maus-tratos, o que motivou o acionamento da Polícia Civil. Os investigadores relataram que o local possuía fossa aberta, piscina com água imprópria, lixo espalhado e estrutura precária.

Os idosos também apresentavam sinais de falta de cuidados básicos e forte odor corporal, segundo os policiais, indicando situação de vulnerabilidade.

Após a inspeção, os idosos foram encaminhados para atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central de Itariri, onde passaram por avaliação médica e receberam acompanhamento das equipes assistenciais do município.

A responsável pelo imóvel foi localizada na unidade de saúde acompanhando os atendimentos e acabou conduzida à delegacia. Segundo a Polícia Civil, ela foi presa em flagrante pelos crimes relacionados a maus-tratos contra idosos e funcionamento irregular do estabelecimento.

Após os procedimentos de polícia judiciária, a mulher foi encaminhada para a cadeia pública da região, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outras pessoas e a extensão das irregularidades encontradas no local.