Motorista de aplicativos ligada ao PCC é presa com 78 kg de maconha em Santos

A mulher, de 40 anos, desempenhava a função de motorista como uma cobertura para o transporte de drogas, segundo a Polícia Civil; a filha dela, de 17 anos, também foi detida

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29 MAI 2020Por Gilmar Alves Jr.17h50
Policiais civis da 1ª Delegacia da Deic surpreenderam a motorista na Via Anchieta, quando ela retornava da capitalFoto: Divulgação/Polícia Civil

Uma motorista cadastrada em dois aplicativos de transporte foi presa na tarde desta quinta-feira (28), em Santos, com 78 quilos de maconha no veículo alugado que utilizava, um Onix branco. Segundo a Polícia Civil, ela desempenhava a função de motorista como uma cobertura para o transporte de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). A filha dela, de 17 anos, também foi detida no veículo. 

Após uma denúncia, policiais da 1ª Delegacia da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da Baixada iniciaram apurações e descobriram que a mulher transportava as drogas por Santos, bem como trazia grandes quantidades da capital para o litoral. 

A equipe do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, titular da delegacia, e do investigador-chefe, Paulo Carvalhal, ainda obteve a informação que a motorista mantinha contato direto com líderes do PCC e gerentes de ponto de tráfico na Baixada Santista. 

Monitorando as atividades da investigada, os policiais civis realizaram uma ação na Rodovia Anchieta, no Chico de Paula, e surpreenderam a motorista e a filha quando elas retornavam da capital. 

Durante a abordagem, por volta das 15 horas, os investigadores encontraram a grande quantidade de drogas no banco traseiro e no porta-malas. 

"A função de motorista dos aplicativos era só um álibi para ela poder 'trabalhar' para o PCC", afirmou ao Diário do Litoral o investigador Paulo Carvalhal. 

Ao ser questionada, a motorista nada quis declarar sobre a droga. Os investigadores apreenderam os dois celulares dela para perícia do Instituto de Criminalística (IC). 

O delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau, assistente da 1ª delegacia, autuou a motorista por tráfico de drogas e corrupção de menores. A filha foi enquadrada em ato infracional de tráfico, tendo em vista que o delegado entendeu que pela quantidade de drogas e forte odor dentro do veículo "não haveria meios para a adolescente desconhecer o transporte de drogas". 

A motorista foi removida à cadeia feminina, enquanto a filha foi liberada para uma parente e deverá ser apresentada para a Vara da Infância e da Juventude.