Morte de idoso após lesão em bar no Macuco é esclarecida e autor é indiciado

Equipe do 4º DP de Santos chegou ao acusado após um ano de investigações

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25 OUT 2019Por Gilmar Alves Jr.16h02
A lesão corporal que resultou na morte ocorreu neste bar, na esquina das ruas Luis Gama e Campos MeloFoto: Nair Bueno/DL

A morte do idoso José Carlos Ferrão Kekwald, de 65 anos, após lesão corporal em um bar no Macuco, em Santos, foi esclarecida neste mês por policiais do 4º Distrito Policial da Cidade, depois de um ano de investigações. O autor do delito, de 27 anos, que é morador do Macuco, admitiu que produziu a queda de Kekwald, mas sustentou que o ato foi acidental, definindo o caso como uma “fatalidade”.

Após ter sua identidade descoberta pela equipe da delegada Deborah Perez Lázaro, titular do 4º DP, e do investigador-chefe, José Benedicto Camargo, e ser intimado, o autor se apresentou no distrito, acompanhado de advogado, para ser interrogado no último dia 16.

Ele narrou à delegada que Kekwald estava andando entre as mesas do estabelecimento, na esquina das ruas Luis Gama e Campos Melo, causando transtornos e exigindo pinga, dizendo que “mataria na peixeira” caso a bebida não fosse paga.

O rapaz diz que chegou a oferecer um pastel ao idoso, mas a “arruaça continuou”. Afirmou que quando se levantou da cadeira, deu uma trombada acidental em Kekwald, que caiu de costas e bateu a cabeça na calçada.

Com traumatismo craniano, Kekwald morreu na Santa Casa de Santos em 21 de setembro de 2018, sete dias após ter sido atingido.

O rapaz ainda afirma que não sabia que o idoso tinha morrido. Após ser interrogado e indiciado, ele foi liberado.

Até a conclusão deste texto, a Reportagem não conseguiu contato com o advogado do acusado.

“Empurrão”

Ouvido pela delegada um dia antes do acusado, o antigo dono do bar, testemunha ocular dos fatos, narra uma versão diferente da apresentada pelo autor. Ele diz que o rapaz não gostou de ser “importunado” por Kekwald e por isso deu um “empurrão” no idoso, gerando a queda e o ferimento na cabeça.

O investigador Camargo relatou que as investigações prosseguem objetivando localizar mais testemunhas.

Ele diz que durante as investigações várias denúncias chegaram a ser checadas, mas não traziam indícios de autoria.

Os trabalhos avançaram quando pelo telefone do distrito, o 3232-3939, houve uma denúncia com o nome completo do autor da lesão corporal.

“Em nenhum momento o caso foi esquecido”, frisa o investigador.

Além de Deborah Lázaro e José Benedicto Camargo, participaram dos trabalhos que esclareceram a ocorrência a delegada-assistente, Lilian Rodrigues Abdalla, os investigadores Leandro Bezerra Menezes e Heloísa Helena Gênio, e o escrivão Ronaldo Camilo.