Polícia

Morre Jorgina de Freitas, maior fraudadora do INSS da história

A advogada integrava uma quadrilha que envolvida a ação de procuradores e de um juiz

Folhapress

Publicado em 21/07/2022 às 20:40

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Jorgina de Freitas / Reprodução/ TV Globo

Jorgina Maria de Freitas, ex-advogada conhecida como uma das maiores fraudadoras do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) da história do país, morreu nesta terça-feira (19), aos 71 anos, no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias (RJ).

Segundo nota da Prefeitura de Duque de Caxias, a ex-presidiária estava internada no local desde dezembro do ano passado, quando sofreu um acidente de carro, vítima de um capotamento. Ela teve traumatismo craniano grave e seguia em estado grave de saúde.

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A morte foi constatada às 13h de terça-feira, após tentativas de reavivar a paciente, que teve parada cardiorrespiratória, diz a Secretaria Municipal de Saúde.

"A direção do hospital relata que durante o período de internação na unidade, a paciente manteve estado grave de saúde, com TQT (traqueostomia) e pouca resposta a estímulos sensitivos", afirma o texto. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) por se tratar de vítima de acidente de trânsito.

COMO ERA A AÇÃO DA QUADRILHA

A advogada integrava uma quadrilha que envolvida a ação de procuradores e de um juiz. O grupo atendia segurados carentes e, em nome dos cidadãos, entravam com ações judiciais. Os procuradores que faziam parte da quadrilha faziam correções altíssimas, que eram confirmadas por um juiz, também do grupo.

A Previdência Social era, então, condenada e pagava o valor. Na época, o prejuízo avaliado ficou entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, o que equivalia à metade do orçamento previdenciário. O caso veio à tona em 1992.

Jorgina fugiu do país do mesmo ano. Em 1994, foi localizada em Miami, nos Estados Unidos, onde tinha negócios e imóveis. O governo brasileiro pediu sua prisão e extradição, o que foi concedido. Mas Jorgina fugiu novamente, desta vez para a Costa Rica.

No Brasil, ela foi condenada à revelia pela Justiça a 14 anos e 11 meses de prisão, em duas sentenças diferentes. Depois de ficar foragida por cinco anos, ela se entregou em 3 de novembro de 1997 à polícia da Costa Rica, onde se escondia.

A quadrilha da qual Jorgina é acusada de participar atuou entre os anos de 1990 e 1991 e era integrada por 315 pessoas, entre advogados, juízes, funcionários do Judiciário e procuradores do INSS.

Ela cumpriu 14 anos de prisão em regime fechado e chegou a coordenar o concurso "Miss Presidiária" quando cumpriu pena no Instituto Penal Talavera Bruce, no Rio. Em 2007, foi beneficiada com o regime semiaberto.

Em dezembro de 2010, a Justiça do Rio determinou que fossem leiloados bens no valor de aproximadamente R$ 2 milhões. No ano passado, um dos sítios que ela mantinha no Rio de Janeiro foi a leilão. O imóvel, localizado em Petrópolis (RJ), estava avaliado em R$ 926 mil.

Do total desviado, cerca de R$ 80 milhões foram recuperados.

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