Moradores relatam medo durante troca de tiros em Santos

Munícipes usaram as redes sociais para relatar medo durante a madrugada. Uma tentativa de assalto resultou em troca de tiros entre criminosos e a Polícia Militar

A madrugada desta segunda-feira foi de medo para alguns moradores de Santos. Isso porque, um grupo de criminosos tentou assaltar uma empresa de transporte de valores, localizada no bairro do Macuco, por volta das 4 horas. Uma explosão, seguida de um tiroteio acordou boa parte da vizinhança, que relatou o pânico nas redes sociais. 

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O publicitário Alessandro Martins mora próximo ao local e afirmou que o tiroteio durou mais de uma hora. “Nunca vi nem ouvi nada parecido. Foi guerra o que aconteceu aqui perto. Ouvi explosões, tiros de metralhadora, bandido correndo, policiais passando em frente ao prédio com armamento pesadíssimo, gritando pros carros voltarem e não seguirem em direção ao centro”. Para ele, a sensação ao final da ação foi de ‘impotência’. 

Jéssica Elise Soares, que mora na rua Campos Melo, via paralela a rua Silva Jardim, onde ocorreu a tentativa de assalto, também usou o Facebook para relatar o medo que sentiu durante a madrugada. “Acordando de um pesadelo. Nunca fiquei tão assustada na minha vida. Sua casa estar no meio de um fogo cruzado e você pensar que pode ser atingido a qualquer momento, com um bebê em casa. Falar com todas as pessoas que você acha que conhece policiais no mundo, pedindo ajuda, orientações.. onde ficar? No chão? Embaixo da mesa? Andar de cima ou de baixo? Diga-me eu faço qualquer coisa pra proteger meu pequeno”. 

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A comerciante Ana Paula Vasques entrou em contato com a reportagem do Diário do Litoral e descreveu um pouco do que ouviu. Ela conta que acordou por volta de 4h com o som de uma bomba. “A madrugada foi muito tensa. Um tiroteio intenso tirou o sono do pessoal daqui de casa. Não sabia o que estava acontecendo. Não consegui mais dormir e não queria deixar meu marido sair para trabalhar. Um horror”. 

“Sai ileso” 

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O analista de sistemas Andrey Santana Gonçalves, mora na esquina do local do confronto e relatou ao DL como foi parar no meio do fogo cruzado. Por volta de 4h, ele ouviu um ‘barulho de buzina bem alto’ e saiu para ver o que havia acontecido. Ele afirma que tomou essa atitude por conta da alta quantidade de acidentes que acontecem no local. “Me vesti, peguei o celular e fui ver no que podia ajudar. Vi um homem tentando segurar um caminhão que pegava fogo, como ele não consegui o caminhão avançou a calçada. Sabia que tinha alguém lá porque pela janela do caminhão vi que a outra porta estava aberta”. Ele conta, que logo em seguida, ligou para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. 

O analista de sistemas conta que estava na rua quando começou o tiroteio. “Peguei a chave do meu carro e mudei de posição, para não ficar próximos aos fios, pois as chamas estavam muito altas. Quando os tiros começaram, meus vizinhos me avisaram para entrar em casa. Foi quando notei que eles haviam cercado as ruas ao redor da Prosegur”. Segundo ele, a troca de tirou se estendeu até 5h20.