Militar, servidor municipal e contador são presos em operação contra pedofilia

Ações da Polícia Civil da Baixada Santista na operação Luz na Infância ocorreram em São Vicente, Guarujá, Mongaguá e São Carlos

Um soldado do Exército, um servidor público municipal e um contador foram presos pela Polícia Civil da Baixada Santista nesta quinta-feira (22), na terceira  fase da operação nacional de combate à pedofilia Luz na Infância.  Estas prisões ocorreram, respectivamente, em São Vicente, São Carlos e Mongaguá.

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A operação foi deflagrada em 18 estados e no Distrito Federal e também teve ações na Argentina. Um total de sessenta e nove mandados de busca foram cumpridos no Brasil e outros 41 no país vizinho.

O soldado do Exército foi preso por volta das 7h em sua casa no Jardim Rio Branco, na Área Continental de São Vicente.

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Policiais sob o comando do delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, do delegado assistente Leonardo Piccirillo, e do investigador-chefe, Paulo Carvalhal, encontraram no laptop do acusado arquivos ocultos com cenas de pornografia infantil. Também foram apreendidos dois celulares e um pen drive.

Ao ser questionado sobre o material, o acusado disse que acessou sites de jogos e não sabia que os arquivos tinham sido baixados.

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Ele foi autuado pelo crime de armazenar material com pornografia envolvendo criança ou adolescente, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão. Pela gravidade dos fatos e abalo da ordem pública, foi estipulada fiança de R$ 10 mil, que não foi paga pelo acusado. Lotado em Praia Grande, ele removido para uma unidade de detenção militar.

O Exército não se manifestou até a conclusão deste texto.

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O servidor municipal, que atua e mora em Guarujá, foi preso em São Carlos também por policiais da DIG. Inicialmente, os policiais foram até a casa dele no Jardim Primavera, em Guarujá, e não o encontraram.

Na cidade do interior paulista,  por volta das 11h30, policiais o detiveram com um notebook e um celular, localizando arquivos de pornografia infantil e compartilhamento das cenas para terceiros, sendo autuado pelos dois crimes, cujas penas máximas somadas chegam a 10 anos. Ele confessou que fazia uso do celular e do computador par armazenar os arquivos.

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Por meio de nota, A Prefeitura de Guarujá informou que está ciente da situação e que “desde o momento do ocorrido está à disposição das autoridades policiais auxiliando nas investigações”.

Em Mongaguá, a equipe do delegado titular, Ruy de Matos Pereira Filho, do delegado assistente, Luiz Carlos Vieira, e do investigador-chefe, Rogério Pinto, prendeu um contador de 57 anos na casa onde ele mora, na Avenida Cidade de Santos, no Balneário Santa Eugênia.

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Em um HD externo, os policiais encontraram mais de 500 vídeos e dezenas de fotos com pornografia infantil.

O contador declarou que possui as imagens há 20 anos e negou compartilhar ou produzi-las, mas a polícia seguirá o investigando pelos outros dois crimes suspeitos.

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Ele foi autuado em flagrante pelo armazenamento e teve a prisão preventiva pedida à Justiça pelo delegado Luiz Carlos Vieira.

Outras fases

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A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos no Brasil 157 mandados e presas 112 pessoas. Na segunda edição, em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.