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Polícia

Meses após chamar motoboy negro de 'lixo', homem xinga nordestinos e diz ser 'nórdico'

A família dona do estabelecimento ainda não registrou boletim de ocorrência, mas cogita procurar as autoridades

Homem esfrega o braço com a mão e diz que motoboy 'tem inveja disso aqui' / Reprodução / Youtube

Mais de seis meses após ter sido gravado xingando um motoboy de ‘lixo’ por ele ser negro, o contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto, de 31 anos de idade, voltou a protagonizar mais cenas de racismo em vídeo registrado na cidade de Campinas. O novo caso aconteceu na última sexta-feira (9) e as informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Ponte.

Couto estampou a capa de noticiários em agosto de 2020, quando ele foi flagrado em um vídeo onde ele humilhava um motoboy que fez uma entrega em sua residência. Na ocasião, Couto chegou a chamar o motoboy de lixo e afirmou que a vítima tinha 'inveja disso aqui', ao mesmo tempo em que esfregava o próprio braço com a mão, indicando a cor de sua pele. Já no novo vídeo registrado neste mês, Couto aparece em um estabelecimento comercial de Campinas localizado no distrito Barão Gerald. Nas primeiras imagens, uma pessoa grava o suspeito e afirma que o que está acontecendo no local se trata de racismo, momento no qual Couto retruca para a gravação.

“Racismo mesmo, ô seu preto”.

Ele também profere ataques contra pessoas nascidas no Nordeste do Brasil ao dizer que o local atende o público.

"Esse mercadinho de vocês é um bando de filho da p*, vocês ficam atendendo esses nordestinos e pretos".

Na sequência, Couto é questionado por testemunhas sobre qual seria sua etnia e ele responde ser ‘nórdico’. O contabilista aparenta estar desequilibrado e afirma que os autores das gravações poderiam acionar a Polícia Militar.

“Manda a PM aqui, que eu mato a PM”.

Poucos instantes após dar mais declarações preconceituosas, Couto vai embora do local. Em entrevista concedida ao portal, o filho de um dos proprietários do mercado afirma que o suspeito esteve no local duas vezes e em ambas ocasiões proferiu injúrias que foram presenciadas por várias pessoas.

A família dona do estabelecimento ainda não registrou boletim de ocorrência, mas cogita procurar as autoridades no caso de outros possíveis contratempos.

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