Menino de 11 anos morre após cair do nono andar de prédio no Canal 3, no Gonzaga

Ele caiu de uma área com plantas ornamentais em duplex

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18 JUN 2021Por Gilmar Alves Jr.09h59
A queda ocorreu em prédio situado na Avenida Washington Luis, 410A queda ocorreu em prédio situado na Avenida Washington Luis, 410Foto: Nair Bueno/DL

Um estudante de 11 anos morreu na manhã desta sexta-feira (18) ao despencar do duplex no edifício onde morava - o Maison Cordon Bleu -, na Avenida Washington Luiz (Canal 3), no Gonzaga, em Santos. O apartamento fica no nono andar e o menino caiu de uma área externa superior do duplex, onde ficam plantas ornamentais após um anteparo com ao menos 1,30m, e a piscina.

O estudante caiu rampa de acesso à garagem, onde faleceu. Antes ele chegou a atingir o vidro do parapeito do prédio, que ficou estilhaçado. A mãe e o padrasto estavam fora do apartamento, a trabalho, no momento da queda.

O garoto participou de aula online da escola antes de cair, no horário de intervalo, próximo das 9h. A irmã dele, que se preparava para o vestibular, estava no quarto dela na parte inferior e não pôde perceber a movimentação do irmão durante a manhã. Devido ao estado emocional ao saber da tragédia, ela recebeu sedativos.

O quarto do menino fica na parte inferior do duplex e no recinto estava o desktop dele e o celular, que foram apreendidos. Na parte superior, onde houve a queda, foi recolhido um laptop.

Segundo o delegado Jorge Álvaro Gonçalves Cruz, titular do 7° DP, há telas de proteção na parte externa do duplex, mas onde ficam as plantas ornamentais não possivelmente para facilitar rega e poda das plantas. Analisando o local,  Cruz considerou como um lugar em condições de segurança normais, até pelo anteparo de ao menos 1,30m.

“Talvez ele possa ter se desequilibrado. Pode ter ido pegar alguma coisa (no pequeno jardim). A gente não pode cravar uma situação por enquanto”, afirma o delegado.

Cruz afirma que nas conversas analisadas no notebook foi percebido que não havia nada que indicasse qualquer outra situação. “Eram conversas normais”, disse.

O delegado afirma que foi apurado a vida do estudante era harmônica. “Não tinha nenhum problema de ordem emocional, tinha um bom relacionamento com a família e era um menino esportivo”.

Cruz irá ouvir, quando reunirem condições, os pais, o padrasto, a irmã, o porteiro e pessoas da escola para apurar detalhadamente a rotina do estudante.

Policiais militares durante o atendimento da ocorrência na manhã desta sexta-feira (18) (Nair Bueno/DL)