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Polícia

Menina admite que inventou estupro coletivo em Praia Grande, diz polícia

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) comprovou a ausência de relação sexual recente

Menina foi ouvida na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande / Rodrigo Montaldi/DL

A menina de 11 anos que disse ter sido vítima de um estupro coletivo em um baile funk em Praia Grande admitiu nesta segunda-feira (23), à Polícia Civil, que não sofreu o crime. Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que ela não teve relações sexuais recentes.

Ao ser ouvida na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande na tarde desta segunda, a menina disse que comunicou o estupro coletivo à polícia, no último domingo, porque estava com medo de apanhar de uma garota que tem namorado e ciúme dela, sendo que esta garota criou um boato sobre o falso episódio em baile funk para lhe difamar.

"Ela (suposta vítima) contou uma história (no plantão policial) que ela foi tornando verdade na cabeça dela", disse o delegado Carlos Henrique Fogolin de Souza, titular de Praia Grande.

De acordo com Fogolin e com o investigador-chefe da cidade, Alexandre Ventura Júnior, não foi realizado nenhum baile funk em Praia Grande na última quarta-feira (18), data que a menina mencionou para o crime.

Sangramento

Antes de comparecer à Delegacia Sede no domingo, a jovem foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Quietude, onde ela apresentou quadro de sangramento, segundo apurou polícia, por estar menstruada. A criança estava acompanhada de uma mulher, que o abrigou após sair de casa, e já narrava o falso estupro coletivo.

Suposto estupro em janeiro

A criança afirmou ontem na DDM que em janeiro teve relação sexual com nove homens em um mesmo dia. A equipe da delegacia especializada, comandada pela delegada Maria Aparecida dos Santos, irá investigar se esta nova ocorrência comunicada é verídica para apurar o suposto crime de estupro de vulnerável.

Pelo Código Penal, ter conjunção carnal ou praticar qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável. A pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.

 

 

 

 

 

 

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