Investigação da Dcoc-LD aponta que esposa de lÃder do CV intermediava informações entre facção e agentes externos / Reprodução/Redes Sociais
Continua depois da publicidade
A PolÃcia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Contenção Red Legacy, com o objetivo de desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV).
Entre os alvos está Márcia Gama, esposa do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", e mãe do rapper Oruam. Ela não foi localizada em seu endereço e é considerada foragida da Justiça.
Continua depois da publicidade
De acordo com as investigações da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), Márcia atua na intermediação de interesses da facção fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.
Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. Segundo a apuração, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa.
Continua depois da publicidade
Estão inclusos participações como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo. Ele também não foi localizado e é considerado foragido.
As investigações apontam para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indÃcios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção, apontado como liderança do chamado conselho federal permanente do grupo.
Continua depois da publicidade
A apuração identificou outros integrantes com funções estratégicas, como o traficante Doca (principal liderança nas ruas), Luciano Martiniano da Silva, o "Pezão" (gestão financeira), e Carlos da Costa Neves, o "Gardenal" (operacionalização de determinações da liderança).
Durante as investigações, também foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilÃcitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.
O advogado Flávio Fernandes, que representa Márcia, afirmou que a cliente não pode ser tratada como foragida, pois a famÃlia não teria recebido nenhum mandado de prisão, apenas um de busca e apreensão.
Continua depois da publicidade
"Márcia está viajando e não tinha conhecimento dessa operação. Ela não pode ser considerada foragida porque não sabe da investigação. Não foi apresentado à famÃlia o mandado de prisão", declarou.
As investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização penal de todos os envolvidos e ampliar o combate à s estruturas financeiras, operacionais e institucionais utilizadas pela organização criminosa.Â
Â