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Polícia

Líder comunitário da Cota 200 é preso por tráfico em operação

Claudio Costa, de 44 anos, começou a ser investigado após a Polícia Civil perceber que ele terminava postagens no Facebook com lema usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC)

Claudio Costa não tinha antecedentes criminais / Divulgação/Polícia Civil

O hábito de encerrar postagens no Facebook com o lema Paz, Justiça e Liberdade, usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), levou o líder comunitário Claudio Costa, de 44 anos, a ser alvo de uma investigação da Polícia Civil e a ser preso em flagrante, por tráfico de drogas e associação ao tráfico, na tarde desta quarta-feira (18). A ação fez parte de uma operação da Polícia Civil que deteve 276 pessoas em seis cidades da Baixada Santista em 24h, entre a tarde de quarta-feira e a tarde desta quinta-feira (19).

Na casa de Costa, na Cota 200, em Cubatão, policiais do 3º Distrito Policial da cidade apreenderam 1.265 porções de drogas, entre maconha e cocaína, e detiveram outras duas pessoas: Jean Gonçalves dos Santos, de 23 anos, e Diego Antunes de Carvalho, de 27. Jean é acusado de tentar matar policiais militares em dois atentados, em 2014 e 2016.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta, o delegado Wanderley Mange de Oliveira, titular do 3º DP de Cubatão, informou que uma denúncia anônima corroborou a suspeita que havia contra Costa e motivou a diligência que resultou no flagrante.

Com a aproximação da equipe liderada por Mange e pelo investigador Ricardo Razões, o trio tentou fugir.

“Como nós tínhamos feito um levantamento de campo primeiro, nós cercamos a casa. Quando eles (acusados) avistaram a equipe policial e tentaram fugir, pelos fundos, já havia policiais postados, que efetuaram a prisão”, declarou Mange.

A casa, segundo o delegado, era usada para armazenamento e manipulação dos entorpecentes. O Diário procurou o advogado dos três acusados, mas não obteve contato até a noite desta quinta.

Repercussão

O líder comunitário era bastante conhecido no município, tinha uma empresa de segurança e não tinha antecedentes criminais. A prisão repercutiu nas redes sociais. “O caso gerou bastante clamor, indignação e inconformismo da sociedade porque ele era visto justamente como um líder comunitário, uma pessoa do bem, mas que na verdade usava essa imagem do bem para a prática do mal”, afirmou Mange.

Números

A blitz deflagrada na Baixada Santista, contra diversos tipos de crimes, apreendeu 44,5 quilos de entorpecentes e retirou três armas de fogo, conforme anunciou o delegado seccional de Santos, Manoel Gatto Neto. Entre os 276 pessoas detidas, estão 197 conduzidas para delegacias por crimes de menor potencial ofensivo, que foram liberadas após os registros dos casos.

O efetivo mobilizado foi de 172 policiais, que agiram em 67 viaturas. As detenções ocorreram nas cidades de Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Guarujá e Bertioga.

Dezessete adolescentes estão entre os detidos. A delegada titular da Delegacia de Infância e da Juventude (Diju) de Santos, Rita de Cássia Garcia Mendes, afirmou, durante a entrevista coletiva, que há um aumento de adolescentes envolvidos com os crimes de tráfico de drogas e roubo com base nos números da delegacia.

No tráfico, segundo ela, a incidência de menores envolvidos com o tráfico aumentou 50% em 2016, em relação ao ano anterior. O envolvimento em roubos subiu pelo menos 10%, ainda segundo a delegada. 

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