Liberação dos corpos dos militares pode demorar

A expectativa do 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), de São Vicente, é de que os corpos do cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e do soldado Kleber da Silva Santos cheguem ao Brasil até o final do mês

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19 JAN 201319h19

Os dois militares foram vítimas do terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe, na última terça-feira. Eles partiram para o Haiti há sete meses para compor o 11º Contingente da Missão de Estabilização do Haiti (Minustah), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o relações públicas do 2º BIL de São Vicente, 1º tenente Pablo Perez Broadbent Hoyer, as informações ainda são imprecisas. Não há data prevista para o embarque dos corpos dos militares porque o aeroporto de Porto Príncipe está destruído, assim como acessos, o que inviabiliza o transporte naquela região de um modo geral.

Além disso, a Capital haitiana está sem energia elétrica e telefone. É preciso ainda aguardar a conclusão do trâmite burocrático para a liberação dos corpos em atendimento às exigências da ONU.

Segundo o 1º tenente Hoyer, um contingente de 100 militares foi enviado ao Haiti para a missão da ONU, em julho passado. Na sede do 2º BIL de São Vicente, as famílias dos militares recebem toda a assistência possível.

Conforme o 1º tenente Hoyer, não há muitas informações sobre os demais militares que estão em Porto Príncipe devido a dificuldade de comunicação por telefone ou internet. A única certeza é que não há nenhum militar do 2º BIL de São Vicente entre os sete desaparecidos, conforme informou o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX), sediado em Brasília, que mantém contato com a ONU, na Capital haitiana.

Na manhã de ontem o comandante do 2º BIL de São Vicente, tenente-coronel Carlos Fernando Vilanova, concedeu entrevista coletiva à imprensa e declarou que hoje será realizada uma missa, às 11 horas, na Capela Nossa Senhora Aparecida, do 2º BIL, em intenção dos militares que faleceram na tragédia. A missa será restrita à corporação e aos familiares dos militares falecidos e dos que se encontram no Haiti.

Ainda em sua entrevista, o tenente-coronel afirmou que pretende providenciar a realização de uma missa de corpo presente na Catedral de Santos, que será aberta ao público.

O 2º BIL de São Vicente colocou à disposição das famílias do cabo Ari e do soldado Kleber os lóculos (jazigos) da corporação no Metropolitano Cemitério Vertical, baseado na Cidade, para o sepultamento.