Justiça determina afastamento de escrivão de Guarujá suspeito de importunação sexual

Juiz também suspendeu o porte de arma do policial civil e o proibiu de manter contato com a vítima

O juiz André Rossi, da 2ª Vara Criminal de Guarujá, determinou nesta sexta-feira (27) a suspensão do exercício da função pública do escrivão da Delegacia de Guarujá suspeito de importunação sexual de uma vendedora. O crime, segundo a mulher, ocorreu em maio, quando ela procurou a repartição para registrar um boletim de ocorrência. 

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O caso é investigado pela 6ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil, em Santos.

Na decisão, Rossi escreveu que existem fortes indícios da gravidade do caso e da relação “entre a prática criminosa e o exercício do cargo que o investigado ocupa”, o que pode, conforme o magistrado, ensejar a continuidade das atividades ilícitas.

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O juiz também estipulou como medida cautelar a proibição do policial civil manter contato com a vendedora.

“O descumprimento das determinações judiciais poderá acarretar o decreto de sua prisão preventiva”, afirmou Rossi.

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Procurada pelo Diário do Litoral, a defesa do escrivão afirmou que irá se manifestar após analisar a decisão judicial.

Relatos

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A vendedora autora da primeira denúncia contra o funcionário público estadual diz que foi vítima quando registrava o encontro de um celular que havia perdido. Com a divulgação da acusação da vendedora no portal G1 (Santos), no domingo (22), três mulheres procuraram o veículo de comunicação para relatar assédio sexual do agente público.

A vendedora relata que, enquanto aguardava para o caso ser registrado, o escrivão pegou o aparelho, exigiu a senha e analisou o celular em uma sala, sem a presença dela.

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Ao retornar, conforme a vendedora, o escrivão a levou para uma sala, onde disse que acessara fotos íntimas e a obrigou, segundo ela, a colocar a mão no pênis dele.

Ela também afirma que quando conseguiu pegar o celular o homem deu um beijo na bochecha dela e passou a mão em suas nádegas.

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Uma professora, uma consultora de negócios e uma funcionária pública são as mulheres que também relatam terem sido assediadas pelo escrivão na Delegacia de Guarujá.

A professora diz, inclusive, que o policial mandou fotos do pênis para ela após pegar o telefone dela durante o registro de um caso em que ela acompanhava uma amiga em um caso de agressão.