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Justiça converte para preventiva prisão de missionário acusado de estuprar menina

A decretação ocorreu em uma audiência de custódia; o crime ocorreu em uma igreja adventista em Itanhaém

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12 FEV 2020Por Gilmar Alves Jr.13h36
O estupro ocorreu nesta igreja adventista, no Jardim Mosteiro, em ItanhaémFoto: Reprodução/Google Maps

A Justiça converteu para preventiva a prisão em flagrante do missionário peruano acusado de estuprar uma menina de quatro anos em uma igreja adventista no Jardim Mosteiro, em Itanhaém. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), por meio de sua assessoria de imprensa.

O crime, em uma sala de primária, usada para aulas infantis, foi flagrado pela mãe da criança, que havia notado falta da filha enquanto participava de uma reunião dentro da própria igreja. 

O acusado disse, no interrogatório, que levou uma das mãos da criança até seu pênis e que falava “besteiras” para ela, com conotação sexual. 

Conforme assinalou o delegado que registrou o flagrante, na Delegacia Sede de Mongaguá, o missionário planejava deixar o litoral e se aproveitou disso para “praticar o crime hediondo com uma inocente criança”. 

O delegado requereu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em preventiva para a garantia da ordem pública e para assegurar o cumprimento da lei penal. 

A igreja, que é uma congregação da Adventista de Sétimo Dia, fica na Rua José Simões Neves. Em nota, lamentou o caso e disse que missionário estrangeiro estava abrigado no templo há poucos dias. 

Logo após a mãe constatar o crime, segundo a igreja, o pastor local foi acionado, conforme protocolo da organização, e imediatamente chamou a polícia. 

“Neste momento, a Igreja Adventista do Sétimo Dia oferece o apoio necessário para a mãe e à vítima. A instituição repudia qualquer tipo de violência. E, inclusive, promove regularmente ações de conscientização contra o abuso infantil”, afirma.