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Polícia

Justiça converte em preventiva prisão de travesti acusada de atirar eletricista contra caminhão

Vítima teve fraturas na perna direita e segue internada na Santa Casa de Santos

Gilmar Alves Jr.

Publicado em 21/11/2018 às 17:26

Atualizado em 21/11/2018 às 17:32

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A travesti foi presa em flagrante na última sexta-feira (16) / Nair Bueno/DL

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante da travesti conhecida como Andressa, acusada de tentar assaltar um eletricista de 60 anos e atirá-lo sob um caminhão que trafegava pela Rua São Francisco, no Centro de Santos. O crime ocorreu na manhã do último dia 16.

O resultado da audiência de custódia, que ocorreu no dia 17, foi divulgado pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ-SP) nesta quarta-feira (21), após pedido de informação sobre o resultado feito pelo Diário do Litoral.

Mais informações não foram divulgadas porque o processo tramita sob segredo de Justiça.

De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa de Santos, a vítima, que teve fraturas na perna direita, segue internada e o quadro é estável. No dia 16, o paciente passou por um procedimento cirúrgico.

Abordagem

O eletricista e uma auxiliar de limpeza, moradores de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, foram abordados um dia após prestarem serviços em um banco no Centro de Santos no dia 15, feriado da Proclamação da República.

De acordo com a auxiliar, Andressa se aproximou na Rua Martim Afonso, próximo ao Palácio da Polícia, e disse ao eletricista: "você dormiu com essa 'puta'? Você pagou caro para ela e não vai pagar igual para mim?".

Diante da recusa do homem, diz a colega dele, a travesti passou a fazer graves ameaças até o trecho da Martim Afonso próximo à Rua Amador Bueno. Enquanto a auxiliar de limpeza foi buscar socorro, conforme relata, o eletricista foi atirado pela travesti na faixa da esquerda da São Francisco.

De plantão na Central de Polícia Judiciária (CPJ), o delegado Otavio Augusto C.R. Carvalho autuou Andressa em flagrante por tentativa de roubo qualificado, pela violência ter resultado em lesão corporal grave. Pelo segredo de Justiça, a assessoria do TJ-SP não informou nesta quarta-feira (21) quem é o defensor da travesti.

Motorista

Em depoimento à polícia, o motorista do caminhão, de 22 anos, disse que trafegava em direção à Praça José Bonifácio quando viu a travesti e o eletricista em uma aparente discussão em empurrões mútuos.

Logo depois, conforme declarou, percebeu que "passou por cima de algo", parou o veículo para verificar o que teria ocorrido e viu que havia atropelado a vítima.  Ele disse também que soube no local que a travesti havia empurrado a vítima na via.

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