Júri de PM acusado de matar Joaquim termina nesta sexta

Foram ouvidas ontem (19) três testemunhas de defesa: o perito particular contratado, Domingos Tocchetto, a mulher do policial e uma amiga dela

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20 OUT 2017Por Gilmar Alves Jr.11h54
Ricardo Joaquim foi assassinado em 2012, durante reunião política em Vicente de CarvalhoRicardo Joaquim foi assassinado em 2012, durante reunião política em Vicente de CarvalhoFoto: Arquivo DL

O julgamento popular do policial militar Anderson Willians da Silva, acusado de matar o ex-secretário de Governo de Guarujá Ricardo Joaquim, chegará ao fim nesta sexta-feira, em seu terceiro dia. O réu será interrogado e depois vão ser realizados os debates entre a acusação e a defesa. Ao final, o Conselho de Sentença vai decidir pela condenação ou absolvição do réu.

Foram ouvidas ontem (19) três testemunhas de defesa: o perito particular contratado, Domingos Tocchetto, a mulher do policial e uma amiga dela.

A esposa sustentou que Anderson estava com ela em um supermercado em Praia Grande no momento do crime. A amiga dela confirmou a ida do casal ao estabelecimento.

O advogado do PM, Alex Sandro Ochsendorf,  questiona a validade do conjunto probatório da denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e afirma que há contradições entre estas provas e as versões das testemunhas.

O crime

Segundo a denúncia do MPE, que teve como base o inquérito do 1º Distrito Policial de Guarujá, Silva cometeu o delito com cobertura do ex-PM George de Almeida. O crime ocorreu em 2012, durante uma reunião política em Vicente de Carvalho e, conforme a investigação, foi cometido a mando dos empresários Felício Bragante e Edis Vedovatti.

O ex-PM, que responde preso, e os empresários, soltos, também negam o crime.

Ainda conforme a denúncia do Ministério Público, os empresários ordenaram a morte após o ex-secretário descumprir um “acordo” para extinguir ou reduzir débitos de IPTU de uma extensa área no Jardim Virgínia.