Julgamento de soldado será em São Paulo

Tribunal de Justiça aceitou pedido de desaforamento feito por advogado, agredido em agosto do ano passado.

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01 FEV 201310h52

Acusado de um homicídio e oito tentativas na série de crimes conhecida como PM do Carro Preto, o soldado da Polícia Militar André Aparecido dos Santos, de 36 anos, não será submetido a Júri Popular no Fórum de Santos, onde tramitou o processo. Decisão tomada ontem pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou o desaforamento do julgamento para o Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Ainda não há data definida para a audiência.

O desaforamento foi pedido pelo advogado do soldado, Alex Sandro Oschsendorf. Ele alegou que chegou ser agredido por uma mulher, no Fórum de Santos, em 7 de agosto de 2012, data em que, a pedido dele, ocorreu o segundo adiamento do julgamento. Naquela data, ele fez o pedido ao juiz Antônio Álvaro Castello devido à ausência de quatro testemunhas.

Oschsendorf ainda relatou ao TJ-SP que a agressora afirmou que “ex-presidiários iriam matar seus familiares se ele não abandonasse o processo”. 

Acusação  - PM responde por homicídio e oito tentativas (Foto: Luiz Torres/ DL)

Os crimes

André é acusado de cometer uma série de atentados em 10 abril de 2011, nas cidades de Santos e São Vicente. Paulo Barnabé, de 34 anos, foi a única vítima fatal.

Ele caminhava na Rua Pindorama, em Santos, com seu colega Arsênio de Oliveira Júnior, de 35, quando houve o atentado. Arsênio ficou paraplégico após ser atingido por seis disparos.

O policial militar nega os crimes e alega que possui um álibi. Ele diz que na noite dos fatos estava em uma festa na residência de seu sogro e retornou para casa. Aparecido permanece recolhido no Presídio Romão Gomes, na Capital.