Idoso morto a marretadas guardava dinheiro em casa, diz filha

Michele Veloso diz que a pessoa responsável por invadir a casa e matar seu pai também roubou seus cartões de crédito e dinheiro.

Comentar
Compartilhar
20 AGO 2019Por LG Rodrigues16h14
Vítima morava na Travessa Vila Telma há mais de 20 anos segundo famíliaFoto: Reprodução/Google Street View

A família do idoso que foi morto a golpes de marreta afirma que ele não possuía inimigos e que era uma pessoa muito reservada. O homem guardava dinheiro no colchão de sua casa e toda a quantia foi roubada no mesmo dia do homicídio. Basílio Pereira Veloso, de 82 anos, foi encontrado morto em sua residência, no bairro Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos. De acordo com as autoridades, a vítima estava com o rosto desfigurado devido aos ferimentos. Até o momento, ninguém foi preso.

O corpo do idoso foi localizado nas primeiras horas de sábado (17) após alguns moradores sentirem um odor forte vindo de dentro de sua residência, que fica localizada na Travessa Vila Telma, próximo à região do Dique da Vila Gilda, ao final da Avenida Jovino de Mello, a pouco menos de 1km de distância do 5° Distrito Policial de Santos.

Ao entrar na casa, os agentes da Polícia Militar verificaram que Basílio estava deitado na cama e com várias peças de roupas espalhadas pelo quarto. O homem estava com o rosto desfigurado devido a inúmeros golpes de algum objeto maciço. Ao averiguar a cena do crime, os policiais encontraram e apreenderam uma marreta ensanguentada e que estava escondida debaixo da cama da vítima.

O corpo aparentava já se encontrar em um estado de decomposição avançado, mas de acordo com informações do 5° DP de Santos, a polícia ainda não tem certeza se o odor se devia ao estado em que o corpo se encontrava ou se o ambiente fechado intensificou o cheiro.

Enquanto averiguavam a cena do crime, os policiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ao chegar no local, a equipe constatou a morte. A marreta suja de sangue foi levada por agentes do setor de homicídios da Delegacia Especializada Antissequestro de Santos (Deas) para ser periciada.

O crime é investigado atualmente por agentes da Polícia Civil do 1° Distrito Policial de Santos. Mas até o momento, nenhum responsável pelo crime foi identificado ou preso.

FAMÍLIA.
Em entrevista ao Diário do Litoral por telefone na tarde desta terça-feira (20), a filha de Basílio, a balconista Michele de Lourdes Veloso afirma que ficou chocada com a notícia da morte do pai. Ela explica que a vítima morava na casa onde foi assassinada há pelo menos 20 anos e que não tinha inimigos.

“Eu estava trabalhando quando um vizinho dele me ligou e disse o que havia acontecido, meu pai morava sozinho e era muito reservado. Eu não o via fazia um mês acho, mas ele sempre nos chamava quando tinha algum problema e estava tudo bem, ele não tinha desavença com ninguém”, explica.

Ainda de acordo com Michele, seu pai chegou a avisar os parentes que ele teve sua bicicleta roubada no começo de agosto, mas afirmou para eles que estava bem e não precisava de nada. Ela diz que a pessoa responsável por invadir a casa e matar seu pai também roubou seus cartões de crédito e dinheiro.

“Ele guardava dinheiro debaixo do colchão e também sumiu tudo. Nós devemos ir até a delegacia ainda essa semana para conversar com a polícia”, conclui

 

Colunas

Contraponto