Homem é investigado suspeito de assediar psicólogas em consultas forjadas

De acordo com as denúncias, ele simulava que precisava ser atendido na sessão de terapia online, mas começa a se masturbar na frente das profissionais

Em São Paulo, uma denúncia coletiva que fez o MP abrir uma investigação do caso

Em São Paulo, uma denúncia coletiva que fez o MP abrir uma investigação do caso | Divulgação Pixabay

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil investigam um homem suspeito de ter assediado ao menos 70 psicólogas em consultas forjadas. O texto contém informações do g1.

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De acordo com as denúncias, ele simulava que precisava ser atendido na sessão de terapia online, mas começa a se masturbar na frente das profissionais. 

Em São Paulo, uma denúncia coletiva que fez o MP abrir uma investigação do caso. Um inquérito também foi instaurado na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Butantã. 

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Um grupo de profissionais afirma que o suspeito teria cometido ao menos 70 vítimas nos últimos dois anos. O MP já ouviu quatro mulheres e deve receber mais informações de outras 16.

Nas redes sociais, profissionais da área têm compartilhado a notícia e orientado como denunciar. 

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“Um homem de 34 anos é acusado do crime de importunação sexual por mais de 70 psicólogas. Há cerca de um ano, o suposto autor das agressões sexuais vem constrangendo dezenas de profissionais, por mensagens de natureza sexual e também durante atendimentos psicológicos realizados online.

Como em todas as situações de assédio sexual, o rapaz deixa as vítimas em situações onde a mesma se questiona se aquilo de fato aconteceu, com sentimentos de medo, vergonha e culpa. O assediador também se vale do direito ao sigilo garantido pelo nosso Código de Ética para continuar agindo com sensação de impunidade.

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Conhece alguma psicóloga que passou por situação semelhante? É só acessar o Comitê de Enfrentamento da Violência Sexual na Prática Profissional.”

As denúncias começaram com uma postagem no Instagram de uma das psicólogas, em maio deste ano. 

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Ela falava dos cuidados para psicólogas não passarem por situações de assédio e dava como exemplo um print da mensagem do suspeito. 

Ele havia enviado mensagem para ela em fevereiro deste ano e pedia pra ser atendido naquele mesmo dia (um domingo à noite), online, e pedia para pagar no final da sessão. 

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Depois passava a insistir pra fazer uma videochamada para explicar algo e diz que tem uma deficiência física, por isso precisaria do vídeo. Em seguida, ele passou a ligar insistentemente para a profissional. 

Ela pediu que ele preenchesse uma ficha com informações pessoais e mandasse o comprovante de pagamento para, após isso, marcar a consulta. O suspeito, então, começou a ofendê-la. 

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Afirmou que a profissional mostrava o peito em fotos para seduzir e chamou ela de nomes como “vagabunda”. 

Ao jornal O Globo, uma outra vítima relatou que foi procurada pelo suspeito em julho de 2021, com as seguintes mensagens: “Você atende on-line?”, “Tenho deficiência e me sinto excluído” e “Só recebo dia 20, dá para iniciar antes as sessões?”. Ela contou que achou o primeiro contato atípico, mas respondeu do mesmo modo como responde possíveis clientes.

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Ela fez duas chamadas de vídeo com ele, mas o suspeito se masturbou enquanto era atendido. 

Não foram consultas ou sessões. O agressor simulou ser um paciente para conseguir seu objetivo, que é se masturbar enquanto fala com uma mulher. Percebi que ele estava se masturbando quando começou a relatar questões de cunho sexual, pelas expressões faciais, o pouco que conseguia ver do movimento dos braços, e a fala ofegante. Após isso encerrei a sessão, me sentindo confusa, culpada e enojada“, relatou ao O Globo. 

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Com medo de ser negligente e acreditando se tratar de uma pessoa em busca de iniciar uma terapia, ela o atendeu uma segunda vez: 

Dessa já estava atenta caso isso ocorresse mais uma vez. E não demorou para que acontecesse : ele voltou a se masturbar relatando questões de cunho sexual. Após eu apontar o que estava acontecendo e esclarecer que esse não era o papel de uma psicoterapia, ele ficou irritado e encerramos a chamada. Mais tarde, ele ainda insistiu em marcar outra sessão, mas cessamos os contatos“, contou. 

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Procurado, o MPSP informou apenas que “as investigações do caso estão em andamento”.