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Homem descobre traição, é esfaqueado pela mulher e volta para ela em PG

A tentativa de homicídio ocorreu na noite de quarta-feira (22), na residência do casal, na Guilhermina

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24 JAN 2020Por Gilmar Alves Jr.15h44
Lavada pela acusada, a faca usada na tentativa de homicídio foi apreendida pelos investigadores na cozinha da residência do casalFoto: Reprodução

Um vendedor ambulante de 42 anos foi esfaqueado pela própria mulher, de 31, em Praia Grande, após descobrir que estava sendo traído com um outro homem ao atender um telefonema no celular da companheira, também vendedora ambulante, na noite de quarta-feira (22). Com duas perfurações, uma nas costas e outra no abdômen, a vítima recebeu atendimento em um hospital e depois que foi liberada, na manhã de quinta-feira (23), retornou a relação com mulher, segundo a Polícia Civil.

Diante do caso, registrado no plantão da Delegacia Sede de Praia Grande, investigadores do 1º Distrito Policial (Boqueirão) logo iniciaram as apurações e localizaram, na quinta-feira (23), em locais diferentes a vítima e a mulher, além de apreenderem na residência do casal, na Rua Honduras, a faca usada no crime, que estava lavada.

Nas diligências, sob o comando do delegado Flávio Magário e do investigador Gleydson Segundo, a vítima e a mulher foram levados ao distrito para as oitivas. Magário indiciou a mulher por tentativa de homicídio. Ela responderá em liberdade.

O ambulante relatou ao delegado que descobriu a traição enquanto o celular da vítima tinha a energia recarregada na cozinha. Neste momento, segundo ele, a mulher estava no quarto com os dois filhos que eles têm.

A vítima diz que a ligação partiu de um número que estava salvo sem nome na agenda dela. O interlocutor, diz o ambulante, se identificou como namorado da ambulante.

Após xingar o interlocutor alegando “raiva”, a vítima diz que tentou apagar o número da agenda e bloqueá-lo com o intuito de “não receber mais chamadas”.

Ainda segundo ele, sua mulher veio do quarto e tentou pegar o aparelho, momento em que ele segurou o aparelho e depois o jogou em uma máquina de lavar.

Na sequência, ele afirma que foi golpeado com a faca. Após fazer um curativo, o ambulante foi caminhando até o Irmã Dulce.

A acusada, por sua vez, alega que não tinha a intenção de tentar matar o companheiro e disse ter ficado nervosa, pois, segundo ela, “não era o primeiro celular que ele quebrava”. Ela confirmou que mantém a relação extraconjugal há cerca de um ano e relata que, durante a discussão, pegou a faca sobre a pia da cozinha para atingir o marido.

Ela afirma que não acompanhou o companheiro no hospital porque não poderia deixar as crianças sozinhas em casa. Disse ainda que lavou a casa e as manchas de sangue para não assustar os filhos, um menina de sete anos e um menino de dois.

A faca foi recolhida pelos investigadores Maurício de Avelar Rodrigues e Marcelo Santos Vasconcellos na própria cozinha da casa e será submetida a uma perícia do Instituto de Criminalística (IC).