Gil Rugai é condenado a 33 anos e nove meses de prisão

O julgamento durou cinco dias no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo

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22 FEV 201316h59

Após quase nove anos, o ex-seminarista Gil Rugai foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão nesta sexta-feira (22) pela morte do pai e madrasta a tiros em março de 2004. O julgamento durou cinco dias no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A sentença foi proferida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni. Inicialmente, a pena deve ser cumprida em regime fechado por serem considerados crimes hediondos, porém, ele poderá recorrer em liberdade.

Gil Rugai foi condenado por duplo homicídio qualificado. O crime de estelionato prescreveu, por isso não houve condenação. Pela morte do pai, o réu foi condenado a 18 anos e nove meses de prisão. Pelo homicídio da madrasta, foram 15 anos de reclusão.

Por volta das 16h, os jurados se reuniram para decidir o futuro do acusado. Ainda no início da tarde desta sexta, ocorreram os debates entre acusação e defesa. Cada uma das partes teve uma hora e meia para expor seus argumentos. O direito a réplica e tréplica, foi dispensado por ambas as partes.

Na acusação, a Promotoria relatou o suposto desvio de dinheiro das contas da empresa de Luiz Carlos Rugai, pai de Gil, além de outros problemas que a família teria com o rapaz.

Gil Rugai é condenado pelas mortes do pai e da madrasta nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)

A defesa, por sua vez, voltou a falar sobre registros telefônicos que, segundo os advogados, mostram que Gil não estava na cena do crime. Os advogados ainda tentaram tirar a credibilidade das testemunhas ouvidas pela acusação afirmando que elas teriam mentido ou falado sob coação.

O resultado do júri será decisivo para a partilha da herança dos pais de Gil Rugai, Luis Carlos Rugai e Alessandra Troitino. A fortuna da família é estimada em R$ 22 milhões em valores atualizados.