FEMINICIDIO

Funcionário público de Praia Grande é alvo do MP

Ministério Público determinou abertura de inquérito para investigar conduta de funcionário da Prefeitura

Comentar
Compartilhar
23 JAN 201510h56

O 8º promotor de Justiça de Praia Grande Daniel Santerini Caiado está solicitando que a Delegacia de Polícia do Município instaure inquérito para apurar possível conduta irregular do assessor da Secretaria de Assuntos de Segurança Pública (Seasp) do Município Wilson Roberto Mendes de Sá, conhecido como Pudim. Também enviou cópia à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público para apurar as possíveis irregularidades cometidas pelo funcionário público durante ações da secretaria na Cidade.

A iniciativa do promotor é resultado de uma denúncia encaminhada por integrantes do grupo Praia Grande em Debate e participantes do Movimento Passe Livre na Baixada Santista. Pudim está sendo acusado de porte ilegal de arma de fogo e falsidade ideológica, por se passar por policial civil para conter manifestações públicas.

Márcio Teixeira, Rogério Rizzo e Franz Hildinger — todos do Praia Grande em Debate — revelam que, no último dia 11 (domingo), Pudim teria agido em desacordo com sua função na Prefeitura durante uma passeata de protesto contra o aumento das tarifas do transporte público, em frente ao Litoral Plaza Shopping. Além dos manifestantes, outros munícipes teriam presenciado quando, segundo os denunciantes, Pudim teria se passado por policial e dado voz de prisão a Teixeira, que teria esbarrado em um veículo oficial que tentava conter a manifestação. 

A situação, segundo relatam os integrantes, foi contornada pelo delegado do 1º Distrito Policial da Cidade, Luiz Evandro de Souza Medeiros, que desautorizou o funcionário público e permitiu que a manifestação seguisse, retornando ao Terminal Tude Bastos, ponto inicial da passeata.

>Segundo denúncia do MP, Pudim estaria usando armas em operações na Cidade (Foto: Divulgação)

Referência

Os integrantes do Praia Grande em Debate garantem que Pudim trabalha há anos na Prefeitura. À Reportagem, foram encaminhadas cópias da atuação do funcionário em dezembro de 2010, quando coordenou uma Força-Tarefa no Jardim Glória, e em junho do ano passado, quando esteve na comitiva do prefeito Alberto Mourão (PSDB), em visita ao Tribunal de Justiça de São Paulo.        

O grupo pede ao MP que apure a possibilidade de Pudim ter cometido crime de abuso de autoridade e falsidade ideológica, além de solicitar o afastamento do servidor.

Prefeitura

Procurada, a Prefeitura de Praia Grande revelou que Wilson Roberto Mendes de Sá é funcionário comissionado e que desconhece solicitação do MP junto à Delegacia de Polícia envolvendo o nome do funcionário, razão pela qual neste momento não cabe adotar qualquer medida.

O Diário do Litoral também tentou contato com o funcionário público através da Prefeitura, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Colunas

Contraponto