Falso sequestro: Jovem aterroriza família

Filha adotiva, Rafaela Grassi Prado, de 21 anos, simulou sequestro para tentar extorsão.

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07 DEZ 201215h33

Com um longo histórico de problemas de relacionamento com os pais adotivos, Rafaela Grassi Prado, de 21 anos, decidiu simular o próprio sequestro para tentar extorqui-los. A conduta acabou descoberta pela Polícia Civil, que localizou a jovem na tarde desta quinta (06), em um sítio no Guaraú, em Peruíbe, onde ela foi presa.

No momento da chegada dos policiais ao sítio, acompanhava a jovem Armindo Rodrigues Muniz Junior, o Armindão, de 22 anos, que também foi preso. Outros cinco rapazes que tiveram envolvimento na tentativa de extorsão e, inclusive estiveram no sítio ao longo da última semana, foram localizados e capturados. São eles Victor Palinkas Barbosa, o Benê, de 19 anos, Rafael Soares dos Santos, o Moicanin, de 23, Paulo Raphael da Silva Menezes, o Paulinho, de 18, e Felipe Souza Guerra, o Pântano, de 20, e Guilherme Ferreira de Souza, de 19.

Após uma briga com os pais no dia 24 de novembro, a jovem saiu de casa, no Catiapoã, em São Vicente, e ficou na casa de uma tia, até o dia 27. Nesse dia, após a parente pedir para Rafaela retornar para a casa dos pais, a jovem encontrou Armindão e foi para Peruíbe. No dia 28, foram iniciadas as ligações com tentativas de extorsão, realizadas até o último domingo, conforme explicou o delegado Carlos Alberto da Cunha, da Delegacia Especializada Anti-Sequestro (Deas) de Santos.

De acordo com o delegado, a jovem propôs aos comparsas que se houvesse pagamento da família, o montante poderia ser dividido entre eles, pois o objetivo dela era apenas “causar temor”. Da Cunha conta que Rafaela simulou choro e sofrimento em contatos que teve com os pais.

“Eu preciso realmente de um castigo”, afirmou Rafaela, ao comentar que estava arrependida (Foto: Thales Mauá/DL)
Modus operandi

Antes de deflagrar a operação que resultou no esclarecimento do caso, os policiais da Deas já tinham convicção de que se tratava de um falso sequestro. Isso porque, segundo o delegado, durante o andamento das tentativas de extorsão do casal, os criminosos “cometeram alguns erros que não são naturais de quadrilhas especializadas em sequestros”.  

Arrependimento

Nas dependências da Deas, Rafaela declarou estar arrependida e disse que pretendia saber o quanto os pais gostavam dela. “Eu preciso realmente de um castigo”, afirmou ela.

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