Falso policial civil é capturado em Praia Grande

Pistola, munições, algemas, distintivo e um carro usado como imitação de viatura descaracterizada foram apreendidos

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12 MAI 2017Por Gilmar Alves Jr.23h08
Gol com equipamentos sonoros e luminosos era usado como falsa viaturaGol com equipamentos sonoros e luminosos era usado como falsa viaturaFoto: Divulgação/Polícia Civil

Um desempregado de 42 anos que se passava por policial civil foi preso na manhã desta sexta-feira (12), em Praia Grande. Pistola, munições, algemas, distintivo e um carro usado como imitação de viatura descaracterizada, com equipamentos sonoros e luminosos, foram apreendidos.

Carlos Alberto Morais da Costa, de 42 anos, se apresentava como “Paulo” da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para praticar extorsão, segundo a polícia. O caso chegou ao conhecimento da DIG em abril e o próprio policial que tinha o nome usado indevidamente, Paulo Carvalhal, comandou a investigação que resultou na prisão, sob a coordenação do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, titular da DIG.

“Ele (Costa) tomou conhecimento do meu nome através da mídia”, afirmou Carvalhal ao comentar o interrogatório do acusado.

Duas investidas do falso policial em Praia Grande já estão sob investigação na DIG. A primeira é relacionada a abordagem de um empresário que possui uma arma registrada. Segundo Carvalhal, Costa tentou extorquir a vítima usando o pretexto de não apreender esta arma.

A segunda investida sob investigação envolve furto de moto e disparo de arma de fogo. Segundo a polícia, Costa foi a um ponto de tráfico e afirmou que queria uma moto para não “reprimir” a comercialização ilícita. Ele chegou a se apoderar do veículo e o vendeu. A moto foi recuperada pelo dono e a pessoa que comprou o veículo de Costa reclamou, o que levou o falso policial a tentar recuperar o veículo e realizar um disparo de arma de fogo.


O flagrante

A prisão de Costa ocorreu no apartamento dele, na Rua Afonso Chaves, no Ocian, em Praia Grande, por volta das 8h30. A porta do apartamento teve que ser arrombada, porque o acusado não atendia os policiais.

No imóvel os policiais recolheram todo o material que Costa usava como falso policial. A pistola que ele utilizava é de calibre 380.