Em pleno Dia das Mães, mulher é vítima de crime sexual na frente do filho em Cubatão

O acusado pelo crime foi preso em flagrante e é um amigo do padrasto da vítima

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10 MAI 2021Por Gilmar Alves Jr.18h30
Imagem ilustrativa; vítima desferiu tapas no acusado até a via públicaImagem ilustrativa; vítima desferiu tapas no acusado até a via públicaFoto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Em pleno Dia das Mães, uma mulher de 22 anos foi vítima de crime sexual enquanto descansava com o filho, de cinco anos, e a irmã de 18, especial, na residência da família, em Cubatão. O acusado pelo crime, um pedreiro de 43 anos, é amigo do padrasto da vítima e estava na casa para a celebração da data comemorativa. Ele foi preso em flagrante pelo crime de importunação sexual, sendo removido à cadeia.

Logo após ser atacada sexualmente, por volta das 23h30, a mulher passou a desferir tapas no homem até a via pública, onde ele foi detido.

Policiais militares ouvidos na Delegacia de Cubatão afirmaram que ele espontaneamente confessou que passou as mãos nas partes íntimas da vítima. Já ao ser ouvido formalmente, ele disse que só irá se manifestar em juízo.

A vítima disse, em seu depoimento, que acordou com o homem passando a mão em suas partes íntimas, por dentro do shorts. Ela relatou que ele frequenta a casa há um tempo e a olhava de maneira estranha já.

Na comemoração do Dia das Mães, ele consumiu bebida alcoólica na casa com os moradores e parentes.

A vítima ainda reforçou que jamais teve relação com o acusado e disse que “não sabe o que o levou a praticar tal conduta”. O filho e a irmã especial da vítima estavam dormindo no momento do crime e em um primeiro momento não tiveram condições de perceber do que se tratava. 

Ao registrar o flagrante, o delegado Raphael Peixoto Teixeira consignou que quando se trata de crime sexual, “a palavra da vítima é elemento de convicção de extrema relevância tendo em vista que estes crimes geralmente são cometidos na ausência de testemunhas e raramente deixa vestígios”.

“A versão da vítima é coerente com as versões apresentadas pelos policiais militares, os quais relataram que o autor confessou espontaneamente a prática delitiva ao dizer que realmente passou a mão nas partes íntimas (da moradora)”, assinalou.