Duas mulheres que já foram presas em 2015, durante a operação interestadual “Pecus”, contra um grupo acusado de aplicar golpes em servidores públicos e pensionistas, voltaram a ser capturadas nesta quarta-feira (3). As acusadas, de 37 e 45 anos, foram detidas, desta vez, em uma casa na Vila Caiçara, em Praia Grande, onde policiais civis de Santos apreenderam diversos materiais ligados aos golpes, que consistem em oferecer falsas indenizações judiciais para obter dinheiro das vítimas.
Diante de uma denúncia, que apontou a presença das acusadas em uma casa na Vila Caiçara, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) iniciou uma apuração e foi solicitado mandado de busca domiciliar, que foi deferido pela 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Por volta das 10h desta quarta, investigadores sob o comando de Paulo Carvalhal e do delegado titular, Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, surpreenderam as duas mulheres no imóvel, que é situado na Rua Maximina Ildelfonso.
Os policiais encontraram 15 correspondências prontas para serem enviadas para vítimas. O texto encontrado, segundo o registro da ocorrência, indica que as pessoas são beneficiárias de quantias determinadas pela Justiça.
Também houve a apreensão de uma central telefônica, dois laptops, oito celulares – um deles roubado – e nove cadernos com anotações diversas, as quais, segundo a polícia, indicam grande movimentação financeira e orientações de atendimento ao telefone para as vítimas.
Ainda na casa, os investigadores detiveram o filho de uma das acusadas, que portava maconha e foi enquadrado por porte de entorpecente, sendo liberado após o registro do caso.
Depois de serem autuadas por estelionato, receptação e falsificação de documento público, as duas mulheres foram removidas à cadeia feminina de São Vicente.
“Pecus”
A detida de 37 anos, de acordo com a polícia, foi apontada em 2015 como a líder do grupo criminoso, que tinha base no Estado de São Paulo.
A operação, naquele ano, que também agiu no Rio de Janeiro, deteve 38 pessoas e foi realizada por uma força-tarefa composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais.
A ação foi batizada de “Pecus” em referência à palavra pecúlio – reserva de dinheiro ou patrimônio.
De acordo com a acusação, o grupo pedia para as vítimas um depósito de 10% a 20% da falsa indenização.
Processos judiciais verdadeiros eram consultados para escolher as possíveis vítimas.
