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Polícia

Defesa de acusada de matar bebê pedirá avaliação psiquiátrica à Justiça

Requerimento será feito à Vara do Júri de Santos, informou a advogada Letícia Giribelo Gomes do Nascimento

Gilmar Alves Jr.

Publicado em 03/07/2018 às 15:40

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Corpo foi atirado por duto do sexto andar e caiu em lixeira de condomínio / Divulgação/Polícia Civil

A defesa da acusada de matar a filha recém-nascida no Gonzaga pedirá à Vara do Júri de Santos para que ela passe por uma avaliação psiquiátrica.

A advogada Letícia Giribelo Gomes do Nascimento diz acreditar que a cliente, Ana Carolina Moraes da Silva, de 29 anos, encontrava-se em estado puerperal – nome técnico para depressão pós-parto.

"Pelo que eu conversei com ela, pelo estado dela emocional, eu acredito que sim", afirmou Letícia ao Diário do Litoral.

Questionada sobre a possibilidade de ingressar com pedido de habeas corpus, a defensora diz que ainda conversará com a família da cliente sobre as próximas medidas.

A advogada diz que familiares de Ana Carolina relatam que ela apresenta há alguns anos "alterações emocionais". "Ela tem histórico familiar de depressão, de melancolia. Os pais dela já tiveram problema nesse sentido. Então a gente acredita que tenha uma carga genética nesse sentido", diz a defensora.

Presa desde a última quinta-feira (28), data em que o corpo da recém-nascida foi encontrado em um contentor de lixo, Ana Carolina disse à defensora que o bebê caiu morto no vaso sanitário no início da noite de quarta-feira (27).

A acusada ainda afirma que se desesperou porque a filha de 3 anos acordou e então decidiu jogar o corpo para que a menina não visse. "Ela diz que se desesperou, não sabia o que fazer, e que em um ato de desespero acabou fazendo essa loucura", afirma a advogada.

Tentativa de asfixia

Letícia Giribelo diz que a cliente relata que não tentou asfixiar nem perfurar o pescoço do bebê porque teve um aborto espontâneo.

Sobre o elástico de cabelo encontrado ao redor do pescoço da recém-nascida, Ana Carolina diz que o usou enquanto amarrou o bebê na cintura, por baixo de um casaco, para levá-lo até o compartimento do duto da lixeira. Segundo o relato dela à advogada, talvez, quando puxou o corpo para jogá-lo no duto, o elástico chegou até o pescoço.

Indiciamento

Ana Carolina foi indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver pelo delegado Renato Mazagão Júnior, titular da Delegacia Especializada Antissequestro  (Deas) de Santos, que tem um Setor de Homicídios.

Ela teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia seguinte à prisão em uma audiência de custódia no Fórum de Santos. Está recolhida na cadeia feminina anexa ao 2º Distrito Policial de São Vicente (Cidade Náutica).

O pai da recém-nascida e ex-companheiro de Ana Carolina foi autuado pelo crime de favorecimento pessoal, acusado de auxiliá-la na fuga para Praia Grande, e chegou a ser preso por não pagar fiança de R$ 100 mil. No dia seguinte, ele foi solto em audiência de custódia mediante medidas cautelares. A conduta dele na data do crime segue sendo investigada pelo Setor de Homicídios.

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