A professora Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, se entregou à polícia nesta segunda-feira (20), após ter a liberdade revogada por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF.
Ela se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, poucos dias depois da ordem de prisão preventiva ser restabelecida.
Decisão do STF determina retorno imediato à prisão
A reviravolta no caso foi definida na última sexta-feira (17), quando Gilmar Mendes determinou o retorno imediato de Monique à prisão. No dia seguinte, o ministro ainda rejeitou um recurso apresentado pela defesa, mantendo a decisão.
Segundo os advogados, a professora decidiu se apresentar voluntariamente assim que teve conhecimento do mandado. Após prestar depoimento, Monique foi encaminhada ao sistema prisional, passando pela unidade de Benfica.
Monique Medeiros estava em liberdade desde março, quando o julgamento foi interrompido após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior abandonar o plenário do Tribunal do Júri. Diante do impasse, a juíza Elizabeth Machado Louro classificou a situação como “interrupção indevida” e remarcou o julgamento para o dia 25 de maio, concedendo liberdade provisória à ré até a nova data.
Caso Henry Borel teve repercussão nacional
O caso envolve a morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca. De acordo com as investigações, a criança chegou desacordada a um hospital, mas não resistiu. Laudos periciais indicaram que a versão inicial de queda não se sustentava.
O Ministério Público sustenta que o menino foi vítima de agressões e aponta omissão por parte da mãe. Já a defesa de Monique nega qualquer participação dela no crime. Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior foram presos inicialmente em abril de 2021. O novo julgamento está previsto para 25 de maio, quando o caso deve voltar ao Tribunal do Júri. Até lá, Monique permanecerá presa por determinação do STF.




