Criminosos simulam interesse em comprar casa para assaltar família em PG

Os bandidos tinham informações sobre a situação financeira do dono do imóvel, um executivo italiano

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02 FEV 2017Por Gilmar Alves Jr.21h31
O caso foi registrado na Delegacia Sede de Praia GrandeFoto: Arquivo/DL

Bandidos simularam interesse em comprar uma casa na Vila Mirim, em Praia Grande, para entrar no imóvel e assaltar os moradores na tarde de quarta-feira (1º). O bando queria levar os carros da família, mas devido aos rastreadores, desistiram. Eles fugiram levando joias, bijuterias, um celular e R$ 1,1 mil. Até a noite desta quinta-feira (2), ninguém havia sido preso.

O imóvel pertence a um executivo italiano de 44 anos, que foi rendido juntamente com a mulher, o filho de 2 anos, a cunhada e a sogra. As vítimas não sofreram ferimentos.

A investida do bando, formado por três homens e uma mulher, foi iniciada na segunda-feira (30), quando um deles abordou o executivo e perguntou informações sobre a casa, que está com placa anunciando a intenção de venda.

No dia seguinte, o mesmo membro da quadrilha foi até o imóvel e simulou novamente interesse na compra, tentando marcar uma visita no interior da residência.

Por volta das 15h30 de quarta, o homem retornou ao imóvel para ver o interior acompanhando de uma mulher que ele apresentou como filha e um homem que ele disse ser seu genro. Antes do assalto ser anunciado, a mulher disse que iria fotografar a piscina e trouxe um quarto criminoso para o imóvel.

A falsa negociação deu lugar ao anúncio de roubo logo após dois criminosos pedirem cigarros para o executivo italiano. Os três homens exibiram pistolas de canos longos e mandaram o morador deitar no chão. Os bandidos disseram que não iriam ferir as mulheres e a criança sob a condição de o executivo não reagir.

Ligação

Uma das vítimas aproveitou um momento de falta de vigilância dos criminosos e foi para um quarto, onde fez um telefonema. Os bandidos perceberam a ligação e acharam que era para a polícia, decidindo então pela fuga.

O caso foi registrado na Delegacia Sede de Praia Grande. As vítimas consultaram álbuns fotográficos, mas não reconheceram os bandidos.