Corpo de bebê é encontrado dentro de caminhão de lixo em Praia Grande

Foi o segundo bebê achado morto em menos de uma semana na Baixada Santista

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02 JUL 2018Por Gilmar Alves Jr.18h22
Caminhão fazia uma curva quando três coletores se depararam com o corpo; ainda não há pistas dos responsáveis pelo bebêCaminhão fazia uma curva quando três coletores se depararam com o corpo; ainda não há pistas dos responsáveis pelo bebêFoto: Reprodução/Praia Grande Mil Grau

Mais um bebê foi encontrado morto em meio a lixo na Baixada Santista. O segundo caso em três dias ocorreu em Praia Grande, onde coletores encontraram o corpo dentro da caçamba do caminhão em que trabalhavam na noite de domingo. Nesta ocorrência, ninguém foi preso e até o final da tarde desta segunda-feira (2) ainda não havia pistas sobre as pessoas responsáveis pelo bebê, do sexo feminino.

O corpo foi encontrado por três coletores durante uma curva para a Rua Atibaia, no bairro Jardim Imperador, pouco antes das 20 horas. A Polícia Militar foi acionada e localizou o corpo ainda com o cordão umbilical e com sangue.

Uma enfermeira que estava na região do encontro do corpo informou à polícia que não se tratava de um bebê prematuro e disse que o peso aproximado era de três quilos.

A delegada Lyvia Cristina Bonella, plantonista do município, compareceu ao local juntamente com um perito do Instituto de Criminalística (IC) e uma equipe do Setor de Homicídios da Delegacia Especializada Antissequestro (Deas) de Santos para o início das investigações.

O Setor de Homicídios faz buscas por imagens de monitoramento em Praia Grande para tentar identificar a autoria do delito. As circunstâncias em que o bebê morreu ainda não estavam claras para os policiais na tarde desta segunda. Eles aguardam resultado de análise preliminar do Instituto Médico-Legal (IML) de Praia Grande.

Informações que ajudem a Polícia Civil a esclarecer o crime podem ser transmitidas pelos telefones 3228-6459 ou 181 (Disque-Denúncia). Não é necessário se identificar.

Homicídio no Gonzaga

Segue presa preventivamente Ana Carolina Moraes da Silva,  de 29 anos, acusada de matar a filha recém-nascida no Gonzaga, em Santos, e ocultar o cadáver. De acordo com a Polícia Civil, ela atirou a filha viva do sexto andar do prédio onde morava por um duto de lixo, o que causou a morte por traumatismo craniano.

Ana Carolina nega que a filha estivesse viva e diz ter sofrido um aborto espontâneo. Ela foi presa na quinta-feira (28), horas após o corpo ter sido encontrado em um contentor de lixo em frente ao condomínio, na Rua Bahia.

O ex-marido dela, também de 29 anos, chegou a ser preso por favorecimento pessoal e foi recolhido ao cárcere por não pagar a fiança estipulada, de R$ 100 mil. No dia seguinte à prisão, ele foi solto em uma audiência de custódia mediante medidas cautelares.