Começa com atraso julgamento do goleiro Bruno

Acusados vão a júri popular em Contagem, Minas Gerais. A previsão é que o julgamento dure cerca de dez dias

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19 NOV 201211h49

Começou, com quase uma hora de atraso, por volta das 10 horas, em Contagem, Minas Gerais, o julgamento do goleiro Bruno pelo desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio, com quem ele teve um filho, 

O ex-goleiro do Flamengo e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, chegaram ao Fórum de Contagem, por volta das 8 horas. Dayane Rodrigues do Carmo e Fernanda Gomes de Castro, as outras rés do processo, ainda não foram vistas.  
 
De acordo com o Ministério Público, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e um primo de Bruno sequestram Eliza e o filho no Rio de Janeiro e os levaram até o sítio do goleiro, em Esmeraldas, Minas Gerais. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher de Bruno, e Fernanda Castro, ex-namorada, também teriam participado do sequestro. O Ministério Público alega que Bruno arquitetou o crime por não querer assumir o filho que teve com Eliza nem pagar pensão alimentícia.
 
Eliza e o filho, segundo a Promotoria, teriam sido mantidos em cárcere privado durante sete dias. Depois foram levados por Macarrão e pelo primo do goleiro à casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a teria estrangulado e sumido com o corpo, nunca encontrado.
 
O bebê Bruninho, que foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.
 
A Promotoria acusa o jogador, que atuava no Flamengo, de ter arquitetado o crime (Foto: Eugenio Moraes/Hoje em Dia/AE)
 
Troca de tapas em tribunal
 
No julgamento do goleiro Bruno Fernandes, os advogados Ércio Quaresma, defensor de Bola, e Rui Pimenta, advogado de Bruno, trocaram tapas. Quaresma disse que Pimenta tirou seus pertences da mesa reserva, por isso deu um tapa no peito do colega, que revidou com outro no braço. "Não me põe a mão", disse Pimenta ao dar o tapa no braço de Quaresma.