Casos de estelionato são esclarecidos em Santos

Em um dos casos um empresário teve um prejuízo de R$ 55, 9 mil ao tentar adquirir carros de uma estelionatária que fez falsas promessas

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21 JUN 2016Por Gilmar Alves Jr.12h00
Investigações da Polícia Civil esclareceram uma série de casos de estelionato praticados em SantosInvestigações da Polícia Civil esclareceram uma série de casos de estelionato praticados em SantosFoto: Matheus Tagé/DL

Investigações da Polícia Civil esclareceram uma série de casos de estelionato praticados em Santos e indiciou golpistas que agem com modus operandi diversos. Em um dos casos, um empresário teve um prejuízo de R$ 55,9 mil ao tentar adquirir, por meio de diversos depósitos, três carros de uma mulher que fez falsas promessas de veículos.

A acusada prometera para a vítima carros abaixo do valor de mercado, em 2015, e exigiu a série de depósitos.

O empresário comunicou o crime no começo deste ano e um inquérito foi instaurado.

Sob o comando do delegado Jorge Álvaro Gonçalves Cruz e do investigador Marcelo Mendes, os policiais Orlando Rollo e Rodrigo Ranieri apuraram que a golpista age de maneira reiterada e tem participação ativa em uma organização criminosa com ramificação internacional que aplica golpes do gênero.

A mulher responderá judicialmente pelo crime em Santos com base na investigação.  

Um outro caso esclarecido é de um homem que oferece aparelhos eletrônicos, principalmente celulares, também por preços abaixo de mercado e na maioria dos casos não entrega os produtos.

Os produtos que ele entrega a algumas pessoas servem como “isca” para captar as vítimas demonstrando ­­­credibilidade.

Os policiais civis apuraram que ele ostenta oito passagens por estelionato utilizando o mesmo modus operandi.

Um caso de um homem que usou cheques de uma empresa fantasma para causar um prejuízo de R$ 12 mil ao comprar mercadorias em uma loja de tapetes em um shopping também foi esclarecido. A empresa, conforme apurou a polícia, já têm restrições em serviço de proteção ao crédito de mais de R$ 564 mil.

Segundo o investigador Rollo, a população deve ficar atenta e não ter a impressão de que estelionato se resume ao golpes do bilhete premiado. “Há centenas de variáveis”. Preços muito convidativos devem sempre ser olhados com desconfiança, conforme alerta.

De acordo com o investigador, estes casos de estelionatários indiciados demonstram um perfil de “golpistas ­profissionais”.

“Alguns vivem muito bem financeiramente”, diz Rollo.

“Eles tentam a qualquer custo, para se manter na mesma cidade, descaracterizar o estelionato de ação criminal para um ilícito cível. Eles geralmente respondem a dezenas e até centenas de ações cíveis. Só que na maioria das vezes eles não têm bens, propriedades em seus nomes. Então eles não têm como pagar os prejuízos que eles deram para suas ­vítimas”.