Cadela da PM localiza 727 kg de droga escondidos em barraco

Dara, que integra o Canil da PM, farejou a moradia e indicou aos policiais que o local estava sendo usado para esconder a grande quantidade de entorpecentes

Comentar
Compartilhar
18 ABR 2019Por Pedro Henrique Fonseca14h40
Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos 629,2 kg de cocaína e 97,7 kg de maconhaSegundo a Polícia Militar, foram apreendidos 629,2 kg de cocaína e 97,7 kg de maconhaFoto: Divulgação/PM

Por Folhapress

Uma cadela da Polícia Militar localizou 727 kg de droga em um barraco abandonado na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista. A ocorrência foi registrada na noite desta quarta-feira (17).

Dara, que integra o Canil da PM, farejou a moradia e indicou aos policiais que o local estava sendo usado para esconder a grande quantidade de entorpecentes.

Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos 629,2 kg de cocaína, 97,7 kg de maconha, dois carregadores de armas, uma espingarda, maquinário para embalar a droga, anotações referentes ao tráfico dos entorpecentes e mais R$ 3.754 em dinheiro.

A Polícia Militar informou que nenhum suspeito foi preso no local. Os equipamentos, a droga e o dinheiro foram levados para o 89º DP (Morumbi).

O Canil da Polícia Militar do Estado de São Paulo foi criado em 1950 com quatro cães da raça Pastor Alemão. Hoje, possui aproximadamente 300 animais.

No estado, a PM conta com 26 canis setoriais, além da unidade da capital paulista que é subordinada ao Choque.

Para fazer parte da PM, os animais passam por testes comportamentais e genéticos. Os cães selecionados são treinados por até um ano e meio. Eles trabalham até os oito anos e, após a aposentadoria, são encaminhados para adoção. Nesse processo, tem prioridade o policial que trabalhou por mais tempo com o animal.

O Canil conta com cães farejadores das raças Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois, Pastor Holandês, Braco Alemão, Santo Humberto, Rottweiler e Labrador.

10 curiosidades sobre os cães da polícia:

1. Em uma escala de uso progressivo da força pelo policial, a mordida é o penúltimo passo: vem antes apenas do uso da arma de fogo
2. Entre os cães farejadores, uns localizam drogas e outros, explosivos. Enquanto os primeiros podem "atacar" o pacote encontrado, os demais são treinados para não mexer em nada: após detectarem o perigo, eles se sentam
3. Nenhum cachorro de fora pode entrar no canil, para evitar a transmissão de doenças
4. A maioria dos comandos de adestramento vem do inglês (como "seat" ou "stay"), mas há um bem brasileiro: o "ribalá", para o cão subir na viatura, é uma expressão nordestina
5. Nos treinos, a droga ou o explosivo são colocados em um brinquedo. Na vida real, o policial joga um brinquedo depois que o cachorro encontra a droga, para que ele continue fazendo essa associação
6. Para adestrar os cães, são usadas três recompensas: carinho, comida e brinquedo
7. As viaturas são adaptadas para levar os animais: o banco traseiro é retirado e coloca-se um tablado de madeira no lugar
8. Muita gente liga interessada em doar cães, mas os critérios para aceitá-los são rígidos. Eles têm que ter até um ano e meio, pedigree e passar por testes veterinários e comportamentais
9. O cão aprende a manter a mordida fixa, para imobilizar mais e machucar menos. Mas o impacto chega a ser de 500 kg
10. Muitos pensam que cães que farejam drogas são viciados, mas eles não têm contato direto com a droga