Bope faz troca de efetivo no Complexo do Caju

O efetivo substitui os policiais civis que estão nas comunidades desde domingo (3), quando elas foram ocupadas por forças de segurança

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05 MAR 201315h25

 Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque, com o apoio do Batalhão de Ações com Cães, ocuparam nesta terça-feira (5) as favelas do Caju e da Barreira do Vasco, na zona norte da capital fluminense. O efetivo substitui os policiais civis que estão nas comunidades desde domingo (3), quando elas foram ocupadas por forças de segurança estadual e federal.

Os policiais, que serão alocados em duas bases montadas nas comunidades Barreira do Vasco e Parque Alegria, no Caju, vão continuar à procura de criminosos, armas e drogas. Vinte e duas pessoas foram presas desde o início da ocupação da área.

De acordo com o porta-voz do Bope, major Ivan Blaz, é fundamental que a população e as autoridades troquem informações para agilizar a captura dos criminosos.

"Este primeiro momento de ocupação tem sido muito importante. A população do Complexo do Caju, tão acostumada com uma terra sem lei, vai se adaptando a um ambiente mais social e conhecendo o trabalho da polícia. Temos diversos agentes que, a partir de hoje, vão se revezar para garantir a paz e a tranquilidade do local", disse Blaz.

Policiais militares, civis e fuzileiros navais ocupam desde as 5h deste domingo (3) o Complexo do Caju, na zona portuária do Rio (Foto: Tânia Rêgo/ ABr)

A Secretaria Estadual de Segurança informou que dez mandados de prisão foram expedidos pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, no entanto, apenas um foi cumprido. Nove pessoas continuam foragidas.

O Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e o Bope pedem que sejam feitas denúncias de locais com drogas, armas ou criminosos pelos telefones de pronta-resposta 2332-8486 (BPChq) e 2334-3983 (Bope).

Desde o início da manhã desta segunda-feira (4), a prefeitura promove um mutirão de serviços públicos nas favelas ocupadas, como capinação, poda de árvores, limpeza de rios e canais, restauração da rede elétrica e recolhimento de lixo. De acordo com a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), já foram recolhidas 40 toneladas de lixo das ruas e vielas.