Autor de feminicídio em Cubatão já tem passagem por violência doméstica

O segurança Felipe Alves de Souza Lima está foragido; delegada da Delegacia de Defesa da Mulher pediu a prisão temporária do autor dos disparos

Atendente é morta a tiros em farmácia

Atendente é morta a tiros em farmácia | Reprodução/ Cubatão Notícias

O suspeito do assassinato da atendente Ana Flávia Pereira Oliveira, de 42 anos, já tinha antecedentes criminais. O segurança Felipe Alves de Souza Lima (foto abaixo) tem 35 anos e está foragido. As informações foram transmitidas em entrevista coletiva no Palácio da Polícia, em Santos.

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Segundo a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, Mayla Ferreira Hadid, Felipe tem condenação por porte ilegal de arma e uma ocorrência de violência doméstica. 

Ainda segundo informações da delegada, a investigação recolheu indícios de que Felipe vinha perseguindo a vítima. O segurança teria ido a casa da família de Ana Flávia, em São Vicente, exigindo falar com a mãe e o marido da vítima.

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De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, a vítima e o autor dos tiros tiveram um relacionamento há cerca de seis anos, durante o período em que Ana Flávia estava separada do marido, com o qual depois reatou.

A vítima tinha intenção de registrar boletim de ocorrência contra Felipe, desejo confidenciado horas antes do feminicídio a uma colega de trabalho. Ana Flávia não teve tempo de tomar esta providência.

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Ainda segundo a responsável pela DDM, as câmeras de monitoramento do local estavam inativas no momento do crime. Seguindo as linhas de investigação, sabe-se que a vítima estava atendendo uma cliente da farmácia, quando foi atingida pelos disparos efetuados pelo seu ex.

O crime ocorreu na tarde desta quinta-feira, em uma farmácia situada na Vila Nova, em Cubatão. O segurança fugiu logo após o assassinato dirigindo um Prisma prata, cuja placa não foi anotada.

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Prisão temporária

Felipe teve a prisão temporária requerida à Justiça pela delegada Mayla Ferreira Hadid, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. O pedido, até o fechamento desta reportagem, estava sob apreciação do Poder Judiciário.

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O prazo da temporária, na hipótese de deferimento, poderá ser de até 30 dias, por se tratar de crime hediondo. O período é prorrogável mais uma vez no mesmo período. Com a conclusão do inquérito policial, a delegada pode requerer a preventiva do segurança.

O segurança é apontado como autor do crime por testemunhas oculares do feminicídio, que não tiveram dúvida em reconhecê-lo por fotografia. Felipe já trabalhou no local do crime e, inclusive, mora em frente ao estabelecimento.