Ataques a bancos sobem 16% e número de mortos chega a 65

O maior avanço foi registrado na Região Nordeste (43,54%), com destaque para os estados do Piauí (235,29%), do Rio Grande do Norte (203,45%) e da Paraíba (141,67%)

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21 MAR 201417h48

O número de assaltos e tentativas de roubos em agências e postos bancários cresceu 16,36% em 2013, chegando a 2.944 ocorrências em todo o país. 2.085 foram casos de arrombamentos, que aumentaram 18,26%. O maior avanço foi registrado na Região Nordeste (43,54%), com destaque para os estados do Piauí (235,29%), do Rio Grande do Norte (203,45%) e da Paraíba (141,67%).

A Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos aponta que entre os 27 estados, São Paulo é que o que apresentou o maior número de ocorrências (768), porque que detém o maior número de estabelecimentos bancários. O aumento foi 56% ante 2012. Na segunda posição  aparece Minas Gerais com 314 ataques e aumento de 4,32%. Em nove estados, houve recuo, com destaque para Mato Grosso (-76,22%) e um total de 44 casos.

A pesquisa indica aumento gradativo nos ataques que resultaram em mortes. Em 2011, ocorreram 49 mortes, número que passou para 57, em 2012, e 65 em 2013.  A maioria das vítimas foi atacada e morta quando deixava as agências, crime chamado de saidinha de banco, um total de 49% dos casos (32 mortes). Em São Paulo ocorreram 17 mortes, no Rio de Janeiro (11), na Bahia (7); no Ceará (6), em Minas Gerais (6) e no Rio Grande do Sul (5).

O número de assaltos e tentativas de roubos em agências e postos bancários cresceu 16,36% em 2013 (Foto: Matheus Tagé/DL)

Dirigente de associação de trabalhadores em segurança bancária, Ademir Wiederkehr  observou que em cidades onde há leis que colocam as instituições financeiras como responsáveis por investimentos em segurança, houve uma baixa na criminalidade. Outro dirigente, José Boaventura Santos defende a ampliação da regra para dar maior proteção a funcionários e clientes.

A 6ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos foi feita em conjunto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Confederação Nacional dos Vigilantes e Federação dos Vigilantes do Paraná, com apoio do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.