Ataque na Zona Noroeste expõe vulnerabilidade da Guarda Municipal de Santos

Agentes pediram para Paulo Miyasiro cobrar da Prefeitura a liberação de uso de armas

Miyasiro informou que apresentou requerimento cobrando o uso de armas por agentes da GCM

Miyasiro informou que apresentou requerimento cobrando o uso de armas por agentes da GCM | Nair Bueno/DL

O ataque a agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) – alvos de tiros durante apoio a uma ocorrência da Polícia Militar – na tarde desta segunda feira (25), na Zona Noroeste, quando faziam a ronda escolar, ratifica a preocupação de agentes sobre a necessidade de andarem armados, confidenciada ao vereador Paulo Miyasiro (Republicanos).

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Conforme noticiado pelo Diário, em visita ao Jardim Botânico, o parlamentar ouviu de alguns guardas a necessidade de estarem armados. Ontem, por sua Assessoria, Miyasiro informou que apresentou requerimento cobrando Administração.

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Segundo informações da Prefeitura de Santos, após o ocorrido, foi feito patrulhamento no local, porém o suspeito dos disparos não foi encontrado. A PM investiga o caso.

A equipe da GCM encontrava-se em patrulhamento nas unidades escolares quando se deparou com uma ação da PM, que fazia abordagem sobre suspeita de moto roubada. Nesse momento, foram alvejados com tiros vindos de outro veículo. Quanto à abordagem sobre suspeita de moto roubada, foi constatado que o motorista era proprietário do veículo. Não houve feridos.

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PREFEITURA

Sobre a questão, a Administração ressalta apenas que o combate e a investigação de furtos, roubos e outros delitos são de responsabilidade das autoridades policiais, que a GCM dá apoio às forças de segurança sempre que solicitada e mantêm equipes no Centro de Controle Operacional (CCO) que têm acesso a todas as imagens das mais de 1.700 câmeras do videomonitoramento.

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Além disso, a GCM faz rondas diuturnas em toda a Cidade e quando flagra atitudes suspeitas, os autores são conduzidos ao distrito policial e que a atuação da GCM com armamento teve início em janeiro de 2022 e visa trazer mais segurança aos próprios profissionais, que atendem a diversas ocorrências por toda a Cidade.

“Inclusive, a equipe que atendeu a ocorrência registrada estava portando arma de fogo durante o apoio dado à PM. O porte de arma de fogo é facultativo a todos os integrantes da Guarda”, explicou.

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A Administração finaliza alertando que segue realizando investimentos na Segurança e, de forma progressiva, ampliará o efetivo com habilitação para o porte de arma de fogo, “haja visto os investimentos realizados nos últimos anos na aquisição de novos armamentos para a corporação”.

“Neste mês, foram entregues à Guarda Civil Municipal 30 pistolas e cinco carabinas, sendo que mais 170 pistolas serão adquiridas, totalizando 205 armas”, conclui a nota.

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Vale lembrar que a Associação dos Guardas Civis Municipais da Baixada Santista ingressou com uma ação na Justiça contra a Prefeitura de Santos para obrigar todo o efetivo armado.

E a questão não é somente atrelada à segurança, mas também, salarial. Segundo o presidente da Associação, Rodrigo Coutinho dos Santos, guardas armados recebem 50% de periculosidade sobre o salário base, enquanto desarmados somente 30%.

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“É muito comum, na orla da praia, o cidadão ver um guarda armado e outro não. Além de inseguro, isso causa um certo constrangimento entre os servidores que exercem a mesma função, pois um ganha menos que o outro e correm o mesmo perigo”, afirmara Coutinho.