Após policiais serem baleados, PM ocupa Morro do José Menino por tempo indeterminado

Participam da operação tropas do Comando de Policiamento de Choque, de São Paulo, e policiais do 2º Baep e de batalhões territoriais de Santos e São Vicente

Um dia após um soldado e um sargento serem baleados durante ações contra o tráfico de drogas no Morro do José Menino, em Santos, a Polícia Militar iniciou nesta sexta-feira (20) uma ocupação por tempo indeterminado na localidade. 

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Os objetivos, segundo a PM, são identificar e prender os criminosos envolvidos nos atentados a tiros contra os policiais na quinta-feira (19), coibir o tráfico de drogas e outros delitos, bem como prender infratores em geral. 

Os tiroteios ocorreram em um intervalo de seis horas, por volta das 15h e das 21h. Os dois policiais feridos são do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (2º Baep). Um suspeito foi morto no segundo confronto. 

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Participam da ocupação tropas do Comando de Policiamento de Choque, de São Paulo, dos batalhões territoriais de Santos e São Vicente (6º BPM/I e 39º BPM/I) e do 2º Baep. 

No final da tarde desta sexta, um aparato de base para a ocupação, com montagem de tendas, foi instalado na Rua Doutor Carlos Alberto Curado. Durante todo o dia foi intensa a movimentação de viaturas em operação de saturação. 

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Os confrontos

O primeiro policial baleado, um soldado, foi atingido na perna direita, próximo ao joelho, quando participava de uma perseguição a dois suspeitos por volta das 15 horas de quinta-feira. 

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Ele passou por procedimentos médicos e permanecia em observação até o final da tarde desta sexta. 

Por volta das 21h, em uma trilha nas imediações da Rua Oito, os policiais notaram cinco suspeitos e foram recebidos a tiros, havendo revide. 

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Um sargento foi baleado e um dos criminosos, que portava uma mochila com drogas, foi atingido e faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central. 

O PM, com duas perfurações no abdômen e uma na perna, foi submetido a uma cirurgia e segue internado. Os tiros atingiram a lateral do abdômen, em região não protegida pelo colete balístico. 

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O criminoso, que não portava documentos, usava uma pistola de calibre .40. Na mochila dele havia 496 cápsulas de cocaína, 394 porções de maconha e 240 pedras de crack, um rádio comunicador, um celular e munições.

Rotina de medo

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“Nós não aguentamos mais”. O desabafo é de um morador do José Menino, que afirmou à Reportagem temer constantemente ser atingido em tiroteios. Ele elogiou a ocupação que era montada no final da tarde desta sexta e disse que espera mais segurança.

Na avaliação do morador, a PM deveria instalar uma base fixa no morro.

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Ele disse que o volume de tiroteios assusta e descreveu imóveis que têm buracos de balas nas imediações da Rua Oito, cenário de diversos confrontos entre traficantes e policiais.

Uma ex-moradora disse ao Diário que a insegurança foi um dos motivos para ela decidir se mudar daquela localidade. “Ultimamente os tiroteios estavam constantes”, afirma.