Após MP denunciar ex-prefeito por estupro, Cubatão reafirma rede de proteção à mulher

Em nota oficial, Prefeitura destaca que combate à violência é prioridade de gestão e elenca medidas adotadas pela Secretaria da Mulher

Guardiã Maria da Penha, que faz patrulhamento focado na proteção de mulheres com medidas protetivas

Guardiã Maria da Penha, que faz patrulhamento focado na proteção de mulheres com medidas protetivas | Divulgação/PMC

Após a repercussão da denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-prefeito Ademário Oliveira, a Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, emitiu uma nota oficial.

No documento, o governo municipal reafirma que a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência são compromissos permanentes e inegociáveis da atual gestão.

A nota enfatiza que, desde a criação da Secretaria da Mulher em fevereiro de 2025, o município avançou na construção de uma rede estruturada de acolhimento.

A prefeitura pontua que “cuidar das mulheres é prioridade” e que as ações são tratadas como pauta estratégica de governo.

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Medidas em vigor

Para garantir que as mulheres não se sintam desamparadas, a Secretaria destacou iniciativas concretas que visam tanto a prevenção quanto o suporte jurídico e psicológico:

Sala Lilás: Atendimento especializado disponível 24 horas para mulheres vítimas de violência.

Guardiã Maria da Penha: Patrulhamento e monitoramento focado na proteção de mulheres com medidas protetivas.

Suporte Jurídico: Convênio com a OAB para oferecer assistência gratuita às vítimas.

Autonomia Financeira: Política de cotas que reserva 35% das vagas de emprego para o público feminino.

“A Secretaria seguirá cumprindo seu papel de fortalecer políticas públicas e garantir que toda mulher de Cubatão saiba que não está sozinha”, finaliza o comunicado.

Entenda o caso

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o ex-prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira, por estupro com violência.
Segundo a promotoria, o crime teria ocorrido em outubro de 2020, dentro do banheiro de um estabelecimento comercial, durante uma festa de aniversário. Na época, Ademário ocupava o cargo máximo do Executivo.

A vítima, uma servidora da Secretaria de Cultura, relatou que foi impedida de sair do banheiro e agredida fisicamente pelo então gestor, que teria se aproveitado de sua posição de autoridade.

O MP baseia a acusação em depoimentos, áudios e no contexto de subordinação hierárquica, pedindo a aplicação da Lei Maria da Penha e reparação por danos morais.

A defesa

Em nota, a defesa de Ademário Oliveira nega as acusações “de forma categórica e inequívoca” e ressalta que o processo corre em segredo de justiça.

Os advogados destacam que a Polícia Civil não indiciou o ex-prefeito ao fim das investigações e questionam o fato de os relatos terem sido formalizados apenas em 2025. A defesa afirma confiar que a inocência será provada no decorrer do processo judicial.