Polícia

Após MP denunciar ex-prefeito por estupro, Cubatão reafirma rede de proteção à mulher

Em nota oficial, Prefeitura destaca que combate à violência é prioridade de gestão e elenca medidas adotadas pela Secretaria da Mulher

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 05/02/2026 às 12:00

Atualizado em 05/02/2026 às 12:11

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Guardiã Maria da Penha, que faz patrulhamento focado na proteção de mulheres com medidas protetivas / Divulgação/PMC

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Após a repercussão da denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-prefeito Ademário Oliveira, a Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, emitiu uma nota oficial.

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No documento, o governo municipal reafirma que a defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência são compromissos permanentes e inegociáveis da atual gestão.

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A nota enfatiza que, desde a criação da Secretaria da Mulher em fevereiro de 2025, o município avançou na construção de uma rede estruturada de acolhimento.

A prefeitura pontua que "cuidar das mulheres é prioridade" e que as ações são tratadas como pauta estratégica de governo.

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Medidas em vigor

Para garantir que as mulheres não se sintam desamparadas, a Secretaria destacou iniciativas concretas que visam tanto a prevenção quanto o suporte jurídico e psicológico:

Sala Lilás: Atendimento especializado disponível 24 horas para mulheres vítimas de violência.

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Guardiã Maria da Penha: Patrulhamento e monitoramento focado na proteção de mulheres com medidas protetivas.

Suporte Jurídico: Convênio com a OAB para oferecer assistência gratuita às vítimas.

Autonomia Financeira: Política de cotas que reserva 35% das vagas de emprego para o público feminino.

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"A Secretaria seguirá cumprindo seu papel de fortalecer políticas públicas e garantir que toda mulher de Cubatão saiba que não está sozinha", finaliza o comunicado.

Entenda o caso

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o ex-prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira, por estupro com violência.
Segundo a promotoria, o crime teria ocorrido em outubro de 2020, dentro do banheiro de um estabelecimento comercial, durante uma festa de aniversário. Na época, Ademário ocupava o cargo máximo do Executivo.

A vítima, uma servidora da Secretaria de Cultura, relatou que foi impedida de sair do banheiro e agredida fisicamente pelo então gestor, que teria se aproveitado de sua posição de autoridade.

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O MP baseia a acusação em depoimentos, áudios e no contexto de subordinação hierárquica, pedindo a aplicação da Lei Maria da Penha e reparação por danos morais.

A defesa

Em nota, a defesa de Ademário Oliveira nega as acusações "de forma categórica e inequívoca" e ressalta que o processo corre em segredo de justiça.

Os advogados destacam que a Polícia Civil não indiciou o ex-prefeito ao fim das investigações e questionam o fato de os relatos terem sido formalizados apenas em 2025. A defesa afirma confiar que a inocência será provada no decorrer do processo judicial.
 

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