Após condenação em segunda instância, Edinho se apresenta à Polícia Civil em Santos

'Estou sendo massacrado pela Justiça', afirmou o ex-goleiro a jornalistas na tarde desta sexta-feira (24)

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24 FEV 2017Por Gilmar Alves Jr.19h36
Edinho foi preso duas vezes em 2014; na foto, ele deixa a cadeia anexa ao 5º DP de Santos em 15 de julho daquele anoEdinho foi preso duas vezes em 2014; na foto, ele deixa a cadeia anexa ao 5º DP de Santos em 15 de julho daquele anoFoto: Matheus Tagé/DL

O ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, filho de Pelé, se apresentou na tarde desta sexta-feira (24) à Polícia Civil após ter a prisão decretada pela Justiça devido à condenação, em segundo instância, por lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

“Estou frustrado, pois estou sendo massacrado pela Justiça, mas eu preciso confiar nessa mesma Justiça e tenho certeza que, com o tempo, as coisas vão se acertar”, declarou Edinho aos jornalistas ao se entregar no 5º Distrito Policial de Santos (Bom Retiro). Ele estava carregava duas sacolas, uma delas com um cobertor, e estava acompanhado do advogado Eugênio Malavasi.

Na quinta-feira, a 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) recomendou a expedição do mandado de prisão após manter a condenação do ex-goleiro , que em maio de 2014 recebeu uma sentença de 33 anos e quatro meses de prisão na 1ª Vara Criminal de Praia Grande.

Com o julgamento do recurso de apelação no TJ-SP, a pena foi reduzida de 33 anos e quatro meses de prisão para 12 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Até o último dia 7, Edinho foi técnico do time Tricordiano, de Três Corações (MG), cidade natal do pai.

Em 2014, Edinho foi preso duas vezes em virtude da condenação em primeiro grau, mas teve as ordens de prisão revogadas pelo Tribunal de Justiça.

Defesa

O advogado de Edinho, por meio de petição eletrônica, impetrou habeas corpus com pedido de liminar junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) visando a soltura do ex-goleiro para recorrer em liberdade. O relator será o ministro Antônio Saldanha Palheiro, da 6ª Turma.

“Estamos com muita fé nesse habeas corpus. A corte (TJ-SP) não fundamentou por que determinou a expedição do mandado de prisão. A corte não disse qual o motivo”, afirmou Malavasi.

Pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), condenados em segunda instância já podem iniciar cumprimento da pena, mesmo cabendo recursos.  

Indra

Corréus do processo, derivado da Operação Indra, da Polícia Civil, Clóvis Ribeiro, o Nai, Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado, e Nicolau Aun Júnior, o Véio, também tiveram suas condenações mantidas e redução de pena pela 14ª Câmara Criminal do TJ-SP. Nai deverá cumprir 15 anos e os demais 11 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão. O colegiado também recomendou a expedição do mandado de prisão dos três, que também recorriam em liberdade.

Desaparecido desde 2008, Ronaldo Barsotti de Freitas, o Naldinho, é apontado como líder do grupo e também foi condenado em primeira instância.