Após 29 dias, Santa Catarina tem primeira noite sem ataques

As autoridades garantem, no entanto, que a situação é vista com cautela e que as forças de segurança pública continuam mobilizadas

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27 FEV 201317h13

Pela primeira vez desde o início da onda de ataques em Santa Catarina, em 30 de janeiro, a Polícia Militar (PM) não registrou nenhum episódio associado aos ataques ou a vandalismo na noite desta terça-feira (26) e madrugada de domingo (27). As autoridades garantem, no entanto, que a situação é vista com cautela e que as forças de segurança pública continuam mobilizadas e em estado de atenção.

De acordo com o major Alessandro Marques, do centro de comunicação social da PM catarinense, a queda no número de casos vem sendo observada desde que presos suspeitos de ordenar, de dentro das cadeias, os ataques violentos foram transferidos para penitenciárias de outros estados.

“Obviamente, comemoramos o fato de ter sido a primeira noite e madrugada sem qualquer ocorrência, mas nenhuma medida, nenhum cuidado está sendo relaxado. A situação tende a melhorar, até porque desde o dia 16 de fevereiro, quando se iniciaram as transferências, os casos se reduziram drasticamente, mas toda a inteligência está atenta e as polícias continuam mobilizadas”, disse, acrescentando que após a transferência dos presos foram contabilizados 51 atos de vandalismo. Ao todo, desde janeiro, houve 113 ocorrências em 37 cidades.

O número de ataques em Santa Catarina já chegou a 113 desde o último dia 30 (Foto: Agência Brasil)

“Muita gente se aproveitou da exposição da situação na mídia para praticar atos de vandalismo e ganhar seus cinco minutos de fama. Em um dos episódios, eles conseguiram entrar em rede nacional por terem incendiado uma lixeira”, disse.

O último ataque, segundo a PM, ocorreu na madrugada de segunda-feira (25), quando dois homens em uma moto atiraram em direção a residências próximas à casa de um policial militar, no município de Criciúma. De acordo com a perícia, a dupla efetuou 12 disparos, mas não houve feridos e ninguém foi preso.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil catarinense informou que autoridades da segurança pública estão reunidas hoje (27) para fazer um balanço da atuação da força-tarefa criada para cumprir 97 mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de envolvimento com a série de ataques.

Embora a corporação não tenha informado o número atualizado de mandados cumpridos, aponta que foram presas, desde 30 de janeiro, 103 pessoas. A Polícia Civil reiterou que todas as forças de segurança no estado vão continuar mobilizadas por tempo indeterminado. Antes de começarem os ataques, o setor de inteligência indicava a possibilidade de atos violentos a partir de 3 de março, em comemoração à fundação de uma facção criminosa da região.