Acusado por morte de agente é preso

PM apurava denúncia sobre um outro criminoso em Santos quando se deparou com um dos 10 mais procurados no Estado

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20 JUN 2016Por Gilmar Alves Jr.08h00
Valdir da Silva Cavalcante, o Grilo.Valdir da Silva Cavalcante, o Grilo.Foto: Reprodução/Webdenúncia

Policiais militares detiveram no final da manhã de ontem, em Santos, Valdir da Silva Cavalcante, o Grilo, um dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo. Ele é acusado de matar a tiros o agente penitenciário Agnaldo Cardoso de Oliveira em março de 2014, em São Vicente. O Programa Estadual de Recompensa oferecia desde novembro R$ 10 mil por pistas que levassem a Grilo.

A ação que culminou na captura do foragido, na Vila São Bento, ocorreu por acaso. A PM havia recebido por 190 uma denúncia sobre um outro homem procurado pela Justiça, que não foi encontrado no bairro. Durante essa diligência, por volta das 11h, Grilo foi visto entrando em um chalé de madeira com atitudes suspeitas e foi abordado.

Em pesquisa, os PMs confirmaram que o homem estava na lista de mais procurados. Ele admitiu ter matado o agente e tentado matar um colega de trabalho da vítima fatal quando tentou assaltá-los, segundo a polícia. Sobre a arma ­usada no crime, disse que “a perdeu”.

Grilo portava uma arma roubada da PM, maconha a granel, em um tijolo, e um rádio comunicador. A PM verificou indícios de tráfico, e a Polícia Civil o autuou por esse crime na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Foi apurado que Grilo estava residindo com a família no Morro do Tetéu.

O morador do chalé onde ocorreu a ação policial, Jhonni Dias dos Santos, também foi conduzido para a  delegacia e autuado por tráfico. Ele tinha porções de maconha para venda, balança de precisão e munições de uso restrito, segundo a PM.

Após o registro do flagrante, Grilo e outro homem detido tiveram como destino a cadeia anexa ao 5º Distrito Policial (Bom Retiro).

O crime. Os dois agentes penitenciários participavam de um churrasco no bairro Vila São Jorge quando foram alvos de Grilo. Agnaldo foi atingido por dois tiros no tórax e morreu dois dias depois no Hospital Municipal de São Vicente. O outro agente foi atingido na bacia e teve alta do hospital dias depois.