Acusado de matar policial, NK, ‘disciplina' do PCC, é alvo de busca e foge pelo mangue em Santos

Ele chegou a atirar contra policiais da 2ª Delegacia da Deic regional e houve revide

Comentar
Compartilhar
22 ABR 2021Por Gilmar Alves Jr.18h44
Os investigadores apreenderam pistolas, farta quantidade de drogas e anotaçõesOs investigadores apreenderam pistolas, farta quantidade de drogas e anotaçõesFoto: Divulgação/Polícia Civil

Acusado de ser um dos assassinos do papiloscopista do 7° DP de Santos João Ferreira de Moura Junior, em 2018, um homem apontado como disciplina do PCC, de apelido NK, foi alvo de uma ação policial na manhã de terça-feira (20) e fugiu pelo mangue, no São Manoel, após atirar contra policiais da 2ª Delegacia (Entorpecentes) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) regional. Houve revide dos investigadores e ninguém se feriu.

Devido à periculosidade de NK, a ação policial foi deflagrada com diversas equipes da especializada, que agiram sob o comando do delegado titular, Rubens Eduardo Barazal Teixeira, e do investigador-chefe, Luiz Fonseca.

Ao localizarem a casa, em uma área de mangue no Caminho São Manoel, os investigadores foram recebidos pela mulher de NK. Ele estava no andar superior, arremessou duas mochilas e uma sacola e em seguida se lançou da janela para o mangue.

Dentro das mochilas foram apreendidas uma pistola Glock, 28 munições de fuzil calibre 556, drogas e diversas anotações referentes a “debates” que o PCC organiza para impor sanções aos integrantes infratores.

Na relação de drogas apreendidas estão 1.630 mil cápsulas de cocaína, 3,7 quilos de cocaína em 10 porções grandes, 56 pequenas pedras de crack, 1,7 quilo de crack em dez pedras grandes e quase quatro quilos de maconha, entre 358 porções e seis tijolos.

Em pesquisa, os policiais constataram a condição de procurado pela Justiça de NK em decorrência do homicídio do policial João Moura Junior, morto a tiros, em fevereiro de 2018, no Morro São Bento.

De acordo com a investigação, a ordem para matar Moura Junior, no Morro São Bento, partiu de lideranças do tráfico daquele local, em retaliação a uma ação policial dois dias antes da qual a vítima não participou , quando um criminoso foi baleado em uma perseguição. Ele foi vítima do crime após sair da casa da namorada.