Acusado de matar idoso em Mongaguá se entrega e diz que queria dinheiro de cofre

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta asfixia mecânica e múltiplos hematomas por meio cruel

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22 OUT 2020Por Gilmar Alves Jr.18h55
O guarda-roupas da vítima foi revirado pela dupla, que estava em busca de cofreFoto: Divulgação/Polícia Civil

Acusado pelo latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o aposentado Eurico João de Souza Filho, de 76 anos, em Mongaguá, um rapaz de 24 anos se entregou à Polícia Civil na Cidade nesta quarta-feira (21), ao retornar do Paraná, onde ficou na condição de foragido. 

Em interrogatório conduzido pelo delegado Luiz Carlos Vieira, titular de Mongaguá, o acusado confessou uma tentativa de roubo de um suposto cofre, mas disse que não pretendia matar a vítima e afirmou que fez até massagem cardíaca no aposentado ao perceber que a vítima estava se debatendo, como resultado de ter tido o corpo amarrado por ele. 

A versão não coincide com a que Polícia Civil apurou mediante análise de laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Praia Grande. O documento, assinado pelo médico-legista Rodrigo Gonzalez Farath, aponta que a morte ocorreu por asfixia mecânica por eventual obstrução direta - sufocação. 

"A vítima apresentava múltiplos hematomas decorrentes de politraumas causados por agente (objeto) contundente em região craniana, face e tórax com aparente indícios de violência por meio cruel", aponta o laudo. 

Uma mulher de 25 anos que agiu com o rapaz no latrocínio está presa desde o último dia 16 e se aproveitou de um relacionamento que mantinha com o idoso para garantir acesso ao interior do imóvel, no início da manhã do último dia 6, e assim agir com o comparsa, que entrou depois, segundo ela. 

A dupla foi identificada e teve a prisão temporária decretada pela Justiça como resultado de investigações de campo que obtiveram imagens de monitoramento, sendo conduzidas pela equipe do delegado Vieira e do investigador-chefe, Alexandre dos Santos.

Nos interrogatórios, ambos acusados disseram que planejaram o crime ao consumirem bebida alcoólica e cocaína durante a a madrugada. 

O preso afirma que abordou Eurico quando ele saía do banheiro e que amarrou uma camiseta na cabeça da vítima e um cinto nas mãos, colocando-a em um sofá. Ele ainda diz que questionou  o idoso onde ficava o dinheiro e que diante de uma resposta de que não havia dinheiro passou a procurar a quantia no quarto e revirou um guarda-roupas, nas gavetas e nas portas. 

A comparsa, segundo ele, passou a procurar dinheiro  em outros cômodos. 

O homem afirma que após fazer a massagem cardíaca no idoso fugiu do local. 

Ele declarou ainda que resolveu ir para a Paraná, pois naquele estado moram familiares seus. Detalhou que fugiu para a cidade de São José dos Pinhais de carona nos caminhões que passavam na pista.