Acusado de matar advogada e marido em Peruíbe se entrega

Com a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça, ele estava foragido há mais de uma semana

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12 NOV 2018Por Gilmar Alves Jr.22h15
Marleni Fantinel, de 68 anos, tinha representado a filha em uma ação cível na qual o pedreiro foi condenado este ano por  danos moraisMarleni Fantinel, de 68 anos, tinha representado a filha em uma ação cível na qual o pedreiro foi condenado este ano por danos moraisFoto: Reprodução

Acusado de  matar a advogada Marleni Fantinel Ataíde Reis, de 61 anos, e o marido dela, o estivador Márcio Ataíde Reis, de  46, o pedreiro Antonio Ferreira, de 61 anos, se entregou na noite desta segunda-feira (12) à Polícia Civil.

Com a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça, ele estava foragido há mais de uma semana e será interrogado na manhã desta terça-feira (13), a partir das 10 horas, na Delegacia Sede de ­Peruíbe.

O pedreiro foi condenado em junho deste ano em uma ação por danos morais em que Marlene atuou representando a filha, uma arquiteta. A ação envolveu um veículo Fusca e, para a Polícia Civil, esta é a principal linha para a motivação do crime.

Em 14 de junho deste ano, o juiz Alexandre das  Neves, da 1ª Vara de Peruíbe, condenou o pedreiro a pagar R$ 2 mil por danos morais à arquiteta filha de Marleni. Ela alegou que vendeu um Fusca ano 1983 ao pedreiro por R$ 6 mil, assinando a autorização para transferência de propriedade, mas Antonio não a fez. Multas começaram a ser aplicadas  em nome da arquiteta.

Já o pedreiro sustentou que o veículo foi parte de pagamento de um serviço que ele prestou para a arquiteta. “O serviço foi finalizado e o pagamento não foi integralmente feito”, sustentou na ação. Ele ainda afirmou que a legislação prevê ao vendedor a obrigação legal de comunicar a venda do veículo, sob pena de se responsabilizar solidariamente.

Em sua sentença, o juiz fundamentou que é obrigação legal do comprador promover a transferência do veículo para excluir o nome do vendedor  dos órgãos de trânsito.

O duplo homicídio

O crime ocorreu em uma chácara na Estrada Armando Cunha na tarde do último dia 3. Portando uma espingarda e um facão, segundo apurou a polícia, Antonio invadiu o local, matou o estivador com um disparo embaixo da axila direita e a advogada com três golpes de facão.