Acusado de atirar contra a Receita em perseguição é preso em operação

Átila Santana Chagas, o Nego Átila, de 25 anos, continuava assaltando na condição de procurado, apurou a polícia

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24 MAI 2016Por Gilmar Alves Jr.22h00
Átila Chagas atira contra lancha da Receita Federal em perseguição cinematográficaÁtila Chagas atira contra lancha da Receita Federal em perseguição cinematográficaFoto: Reprodução

Flagrado atirando contra uma lancha da Receita Federal durante uma perseguição no Canal do Estuário, em 19 de outubro do ano passado, Átila Santana Chagas, o Nego Átila, de 25 anos, foi preso pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (24), em Guarujá, na ação de maior destaque de uma blitz de 24 horas em seis cidades da Baixada Santista. A operação, entre as 13h de segunda-feira e 13h desta terça, teve o saldo de 250 detidos.

Mesmo na condição de procurado da Justiça, Nego Átila continuava assaltando, conforme apurou a polícia. Ele é um dos suspeitos pelo assalto cometido no Clube de Pesca de Santos, na Ilha das Palmas, em Guarujá, na madrugada do último dia 9. A fuga naquela ocasião ocorreu em direção de Santa Cruz dos Navegantes, mesma comunidade onde Nego Átila foi encontrado por policiais da Delegacia Sede de Guarujá nesta terça, por volta das 12h.

A equipe dos delegados Marco Antônio do Couto Perez e Sérgio Lemos Nassur e do investigador Paulo Cunha prossegue apurando o envolvimento de Nego Átila em outros roubos com uso de barco.

A investigação do arrastão cometido no Ferry Boat´s Plaza Shopping e no Terminal de Passageiros de Guarujá, que culminou na perseguição da Receita aos bandidos de barco, também continua, restando ainda a prisão de mais dois integrantes da quadrilha. Na data do crime dois envolvidos foram detidos em flagrante. Ainda no ano passado, um terceiro acusado, Rodrigo dos Santos, o  Danone, líder do bando, foi preso.

O acusado, conhecido como Nego Átila, foi preso em uma casa Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá (Foto: Divulgação)

Balanço

A captura de Nego Átila foi destacada pelo delegado Manoel Gatto Neto, seccional de Santos, durante entrevista coletiva ao término da operação.

Gatto Neto também ressaltou as apreensões de uma metralhadora de calibre 9mm, no Parque Bitarú, em São Vicente, e de uma pistola de calibre.45 que estava com um adolescente no bairro Quietude, em Praia Grande. Ambas são de uso restrito das Forças Armadas.

A metralhadora foi achada com um tijolo de crack em uma mochila, abandonada na Rua Adão de Barros por um criminoso que conseguiu fugir.

Além da metralhadora e da pistola, outras 11 armas foram apreendidas na operação. Quase 60 quilos de drogas foram retirados de circulação (leia abaixo).

Do total de 250 detidos, 19 foram autuados em flagrante, 56 tinham ordem de prisão decretada, 26 são adolescentes e 149 foram conduzidos para delegacias por crimes de menor potencial ofensivo e liberados.

Foram mobilizados 165 policiais civis, que agiram em 71 viaturas nos seis municípios de abrangência da Delegacia Seccional de Santos, que além da cidade sede, tem como circunscrição de atuação São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Guarujá e Bertioga.

Drogas apreendidas estão avaliadas em R$ 337 mil

A operação da Delegacia Seccional apreendeu 59,6 quilos de entorpecentes, que estão avaliados em R$ 337.704,18, segundo o balanço divulgado na tarde de ontem.

Foram retirados de circulação 45,6 quilos de maconha, 10,6 de crack e 3,3 de cocaína. A maconha está avaliada em R$ 91,3 mil, o crack em R$ 212,5 mil e a cocaína em R$ 33,8 mil.

A ação com maior quantidade de drogas apreendida foi feita pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, que recolheu mais de 40 quilos de maconha em um barraco na Vila Margarida, em São Vicente. Três suspeitos que estavam em frente ao local escaparam por um canal ao perceberem a aproximação dos investigadores.

Além dos tijolos de maconha, os policiais apreenderam 195 porções da droga, 240 pedras de crack, anotações do tráfico e cinco carregadores de pistola. A ação foi feita sob o comando do delegado Luiz Ricardo Lara Dias Júnior e do investigador Paulo Carvalhal.

Em Guarujá, houve a maior apreensão de crack do ano: quase 10 quilos, o que resultou em duas prisões. “Foi uma apreensão bastante significativa. Todos sabemos que o crack é uma droga bastante nociva, que cria compulsão, dependência química bastante forte”, afirmou o delegado seccional de Santos.

Ele calcula que a droga apreendida poderia gerar 20 mil pedras da droga.