Peruíbe

Suposto pouso de óvni volta a acontecer em Peruíbe e fenômeno atrai ufólogos do Brasil

Casal relata som de turbina e luzes durante a madrugada; especialista detectou níveis anormais de radiação e alteração no pH da água no local

Márcio Ribeiro, de Peruíbe para o Diário

Publicado em 05/02/2026 às 19:16

Atualizado em 05/02/2026 às 21:30

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O registro chamou atenção por apresentar características semelhantes a outros supostos pousos já analisados na região / Saga Suséliton

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Um suposto pouso de óvni voltou a ser registrado em Peruíbe, cidade conhecida nacional e internacionalmente por diversos relatos de avistamentos ufológicos e ocorrências semelhantes. Pesquisadores do tema ouvidos pelo Diário do Litoral apontam para a possibilidade de autenticidade do fenômeno.

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De acordo com o apurado, no dia 29 de janeiro, por volta da meia-noite, o aposentado Claudio dos Santos Barros dormia com a esposa em sua chácara, localizada na zona rural de Peruíbe, quando o casal foi acordado por um barulho ensurdecedor. Segundo o relato, o som se assemelhava ao de uma turbina de avião misturado com o de uma furadeira.

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Assustado com o que presenciou, Claudio afirmou que entrou em contato com várias pessoas e chegou a ligar para a Prefeitura, que repassou o telefone de pesquisadores da área.

O pesquisador Ivan Lima informou que esteve no local após receber um vídeo gravado na chácara / Saga Suséliton
O pesquisador Ivan Lima informou que esteve no local após receber um vídeo gravado na chácara / Saga Suséliton
Houve uma alteração significativa no medidor Geiger / Saga Suséliton
Houve uma alteração significativa no medidor Geiger / Saga Suséliton
As folhagens apresentavam sinais de queimadura  situação comum em ocorrências desse tipo / Saga Suséliton
As folhagens apresentavam sinais de queimadura situação comum em ocorrências desse tipo / Saga Suséliton
Algumas pessoas levantaram a hipótese de se tratar de um microburst (microexplosão) / Saga Suséliton
Algumas pessoas levantaram a hipótese de se tratar de um microburst (microexplosão) / Saga Suséliton
Segundo Ivan Lima, os testes foram repetidos diversas vezes / Saga Suséliton
Segundo Ivan Lima, os testes foram repetidos diversas vezes / Saga Suséliton
O registro chamou atenção por apresentar características semelhantes a outros supostos pousos já analisados na região / Saga Suséliton
O registro chamou atenção por apresentar características semelhantes a outros supostos pousos já analisados na região / Saga Suséliton

“O barulho era muito alto e parecia que começou a girar. Eu fiquei sem reação porque nunca tinha escutado algo parecido. Eu travei, cara. Nunca travei na minha vida. Pensei que ia arrebentar a janela ou destruir a casa, mas o ruído parou de uma hora para a outra, do nada”, relatou.

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Segundo Claudio, quem percebeu o barulho primeiro foi a esposa, que teria dito as palavras “Chegaram” e “Eles estão aqui”. De acordo com ele, a mulher já estaria acostumada a relatos de pousos na região, mas nunca havia ouvido o som de uma suposta nave pousando.

“Ela ficou meio assim porque o pessoal daqui já está acostumado e já viu esses círculos aqui, só que maiores do que esse. Já viram círculos de 25 metros. Todos os anos aparecem esses círculos, mas ninguém nunca tinha escutado barulho. Dessa vez, eu estava junto e escutei”, afirmou.

O pesquisador Ivan Lima informou que esteve no local após receber um vídeo gravado na chácara no dia seguinte ao ocorrido. Segundo ele, o registro chamou atenção por apresentar características semelhantes a outros supostos pousos já analisados na região, como a forma e a direção do amassamento da vegetação. Apesar da marca ser menor do que outras já encontradas, o pesquisador considera alta a possibilidade de se tratar de um fenômeno autêntico.

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“Chovia e o lugar estava completamente alagado. Eu estava de bota e entrei. Houve uma alteração significativa no medidor Geiger — dispositivo utilizado para detectar e medir radiação ionizante, como partículas alfa, beta, raios X e gama. Apontei o aparelho para várias direções e a escala diminuía, mas, quando apontava diretamente para o círculo, havia uma alteração significativa nos microsieverts”, explicou.

Segundo Ivan Lima, os testes foram repetidos diversas vezes. Quando o medidor se aproximava do local, a escala aumentava, diminuindo à medida que se afastava. Ele também relatou que as folhagens apresentavam sinais de queimadura — situação comum em ocorrências desse tipo — e que a água no local estava com pH elevado e alcalino, o que, segundo ele, não seria esperado, já que a área possui água misturada com micro-organismos, normalmente com tendência a pH mais baixo.

“Vou aguardar a análise dos outros pesquisadores, mas minha avaliação preliminar é de que há grande chance de ser um fenômeno autêntico”, completou.

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Diante do caso, algumas pessoas levantaram a hipótese de se tratar de um microburst (microexplosão), fenômeno caracterizado por uma coluna concentrada e intensa de ar descendente dentro de tempestades, com diâmetro igual ou inferior a 4 quilômetros. 

Ao atingir o solo, esse tipo de evento se espalha em todas as direções, provocando ventos lineares que podem ultrapassar 240 km/h e causar grandes danos. A possibilidade, no entanto, foi descartada inicialmente, já que no dia 29 o tempo estava estável em Peruíbe.

A reportagem esteve no local, mas não conseguiu se aproximar da área devido ao alagamento de uma das vias de acesso, causado pelas chuvas recentes.

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O ufólogo e pesquisador Saga Suséliton, de Peruíbe,  também está investigando o caso. Assim que novos resultados forem obtidos, essa matéria poderá ser atualizada.

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