FEMINICIDIO

'Quero ele picado no facão', disse sogra que sequestrou genro em Peruíbe

Segundo informações da Polícia Civil, o caseiro, de 32 anos, foi acusado de ter estuprado a filha dela - e cunhada dele -. As investigações prosseguem.

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26 MAI 2019Por Da Reportagem15h07
Homem foi torturado e acusado de estupro. Ele nega ter cometido o ato.Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um caseiro de 32 anos foi sequestrado e torturado em Peruíbe a mando da sogra. Segundo informações da Polícia Civil, a mulher, de 42 anos, acusa o genro de ter estuprado a sua filha - e cunhada dele - que é portadora de necessidades especiais. O abuso está sendo investigado. Ela e mais quatro pessoas já foram detidas pelo crime de sequestro.

Uma denúncia feira à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) levou a polícia até o caseiro, que já estava em outra cidade. Ele era mantido refém em Itanhaém e, quando os investigadores chegaram, o encontraram bastante machucado e dizendo que não se alimentava há três dias.

Ainda aos policiais o caseiro relatou que foi sequestrado assim que tentou ajudar dois homens que haviam, supostamente, atolado o carro próximo ao sítio onde ele vive com a esposa, em Peruíbe. Ele foi rendido, colocado no carro e levado a um local afastado, uma espécie de Chácara. Lá ele teria sido torturado e forçado a assumir o estupro contra a sua cunhada. Ele nega que tenha cometido o crime.

À polícia o homem ainda disse que foi ameaçado de morte e os criminosos perguntavam de que forma ele preferia morrer, mostrando cordas e um galão de gasolina. 

A grande surpresa, segundo ele, foi ter visto a sogra chegar no local e dar ordens aos homens que o matassem. "Quero ver ele picado no facão", teria dito ela. A mulher de um dos criminosos teria sugerido que fosse feito um 'churrasquinho' com seus restos mortais.

Depois que a polícia prendeu os envolvidos, a sogra disse que fez aquilo para punir o caseiro por ele ter estuprado a sua filha. O homem nega a acusação e diz que não cometeu crime algum contra a cunhada, que é especial.

A polícia reforça que diante das acusações também investiga se realmente houve o estupro.

 

 

 

 

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